A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional traz hoje, na tradicional apresentação das terças-feiras, músicas inspiradas no nacionalismo do século XX da Espanha, México e Brasil. Para comemorar a mistura latina e hispânica, a maestrina cubana Elena Herrera estará à frente dos músicos. Serão apresentadas peças dos espanhóis Joaquin Turina e Manuel de Falla, do mexicano Carlos Chavez e do brasileiro Heitor Villa-Lobos.
Elena Herrea conhece muito bem os palcos do Teatro Nacional. A pianista foi a regente titular da Sinfônica de 1996 a 1998. “É uma grande satisfação reger a orquestra e me apresentar no teatro novamente; estou muito feliz com o convite”, diz. A programação feita pela regente vai em busca de compositores do começo do século passado. “Quis juntar a força do velho continente com a do novo continente”, conta, sobre a escolha dos representantes dos três países.
A carreira da pianista começou em 1972. Em 1978, iniciou seus estudos de regência orquestral. Começou os trabalhos de maestrina em Cuba, na Orquestra Sinfônica de Matanzas. Durante sua trajetória musical, Elena se apresentou em óperas e concertos sinfônicos na Polônia, Colômbia, Espanha e Porto Rico.
Apaixonada por Brasília, Elena conheceu a cidade em 1988, depois de ter sido convidada para tocar na capital por Cláudio Santoro. “Gosto muito daqui, já me sinto brasiliense”, diz. No Distrito Federal, ela trabalhou à frente da recém-fundada Orquestra Sinfônica de Ceilândia. Atualmente, está em fase de planejamento para trazer projetos parecidos como este outras cidades do DF.
Programação
Os quatro compositores escolhidos pela regente têm, além influências do impressionismo francês, outra forte característica. “São todos muitos populares”, diz Elena. As músicas se inspiram no folclore e culturas simbólicas de cada país.
Do espanhol Joaquin Turina, o público confere La Procesión del Rocio. A obra trata de uma das festas religiosas mais populares da Espanha, a Procissão do Orvalho, que acontece em junho, nos subúrbios de Madri. A música mistura o tom triunfal com os acentos da marcha real e dos sinos da igreja. Também da Espanha, Manuel de Falla com a obra El Sombrero de Tres Picos, com influências do folclore espanhol. No programa, há ainda Sinfonia da Índia, do compositor Carlos Chavez, que celebra as raízes mexicanas.
O concerto termina com a Bachiana nº8, de Heitor Villa-Lobos, escrita em 1944. Na obra, o compositor mistura o folclore brasileiro às formas clássicas. “Os músicos estão tocando maravilhosamente bem. Será o espetáculo que Brasília merece”, completa Elena Herrera.
Serviço
Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional – Hoje, às 20h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. Entrada franca. Os ingressos deverão ser retirados com antecedência na bilheteria. Informações: 3325-6256