A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro (OSTNCS ) participou nesta terça-feira (20) do 3º Festival Mundial de Teatros Nacionais, em Seoul, Coréia do Sul, e foi aplaudida de pé várias vezes. O maestro Ira Levin teve que retornar ao palco para conceder dois bis para uma seleta platéia do Teatro Nacional da Coréia.
A OSTNCS abriu sua apresentação com Los Caprichos, do compositor norte-americano, de origem cubana, Michael Colina, que veio assistir pessoalmente ao concerto. Colina foi reverenciado no início do espetáculo pelo maestro Ira Levin.
Apresentações
A Orquestra apresentou ainda Felix Mendelsssohn (Sinfonia número 5, em ré menor, Reforma, opus 107. H. Villa-Lobosr: Bachianas Brasileiras nº 4 e finalizou com P. Tchaikovsky: Francesca da Rimini opus 32. Os dois bis que o maestro Ira Levin concedeu foram especiais: Batuque (Lourenço Fernandes) e levou a platéia a uma ovação espetacular. Ao final da apresentação, houve um coquetel no próprio teatro. Falaram o embaixador do Brasil na Coréia, Edmundo Fujita, o diretor do Teatro Nacional da Coréia, e o secretário de Cultura de Brasília, jornalista Silvestre Gorgulho.
Laços de amizade
Silvestre Gorgulho destacou em suas palavras que a distância geográfica não impediu que Brasil e Coréia do Sul desenvolvessem e fortalecessem seus laços de amizade e cooperação.
A Coréia tem 2 mil anos de história e cultura, apesar do Estado ter surgido em 1948. “Brasil e Coréia do Sul têm trabalhado arduamente e, por isto, conseguiram um destaque internacional, mas, sobretudo a melhoria da qualidade de vida de seus povos. A Coréia do Sul deu um exemplo ao mundo pelo investimento maciço que se fez em educação e pesquisa”, salientou Silvestre Gorgulho.
A apresentação da OSTNCS em Seul foi parte das comemorações dos 50 anos de relações diplomáticas e comerciais entre Brasil e Coréia. “Enquanto a Coréia do Sul consolidou-se como o terceiro maior parceiro comercial do Brasil na Ásia, o Brasil, por sua vez, é o maior parceiro comercial da Coréia do Sul na América Latina”, justificou o secretário.
Gorgulho também fez questão de frisar que Brasília está feliz em receber o Festival de Culinária Coreana, a Exposição de Artes, o Balé Nacional da Coréia com a apresentação de sua Dança Tradicional.
E concluiu: “A apresentação em Brasília e a nossa na Coréia ficarão em nossa memória como símbolos de amizade entre nossos povos. Que a vinda de nossa orquestra sinfônica, uma troca de gentilezas, de prazer e de alegria, ajudem a República da Coréia e o Brasil a desfrutarem juntos, de um futuro de paz, progresso e prosperidade”.
A OSTNCS volta a se apresentar nesta quarta-feira (21), no Teatro Nacional da Coréia.
Silvestre Gorgulho (de Seul – Coréia do Sul, 21 de outubro de 2009)