Ninguém sabe ao certo a origem do Carnaval. Acredita-se que a festa possa ter começado na Grécia Antiga, entre os anos de 605 e 527 a.C, no ritual de culto a Dionísio. Ou nas festas em homenagens aos deuses da fertilidade.
No Brasil, as comemorações mais próximas do que chamamos hoje Carnaval, datam do início do século 19. Era o momento de subverter as regras do cotidiano, de criticar a corte e também de se divertir. Até D. Pedro II caía na folia e fazia uso dos entrudos – uma brincadeira conhecida como guerra de ‘limões’, onde as pessoas jogavam água ou urina uma nas outras. No Carnaval de máscaras a população escondia sua identidade e podia ridicularizar o regime.
Mais tarde, já em 1904, os movimentos populares se transformariam em blocos organizados. O governo da então capital brasileira – o Rio de Janeiro – passa a reprimir as manifestações sujas. Era a fase da higienização e da transformação da cidade em capital à altura das metrópoles européias.
Surgem, então, os blocos, cordões e ranchos que, posteriormente, formariam as primeiras escolas de samba.
A primeira disputa entre escolas – nascidas nos morros e subúrbios cariocas por volta de 1920 – ocorreu em 7 de fevereiro de 1932. A grande repercussão na imprensa fez com que a Prefeitura do Rio subvencionasse o evento. Dois anos depois, o desfile se tornaria evento oficial do Carnaval carioca.
Na metade da década de 50, a classe média passa a freqüentar os ensaios das escolas e a assistir os desfiles – que após a demolição da Praça Onze, tomariam a Avenida Presidente Vargas.
Na década de 60, a arte revoluciona o Carnaval de avenida. Artistas da Escola de Belas Artes são chamados para dirigir as escolas e transformam a festa em um espetáculo de música, teatro e dança.
Fernando Pamplona e, mais tarde, Joãosinho Trinta (detentor de 12 títulos de campeão do Carnaval carioca) mudam o perfil do desfile das escolas e também do samba-enredo, que passa a ser mais rápido e mais curto.
Em setembro de 1984, a Passarela do Samba é construída pelo arquiteto Oscar Niemeyer. No mesmo ano, é fundada a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), que passa a comandar o desfile das escolas de samba do Grupo Especial e a defender seus interesses políticos e comerciais. As agremiações de samba deixam no passado o amadorismo e se transformam em empresas milionárias. O desfile das principais escolas do Rio passa a ser realizado em dois dias, no domingo e segunda de Carnaval.
Em 2004, a novidade está a cargo da comemoração dos 20 anos do Sambódromo (e da Liesa) e na reedição dos sambas-enredo dos carnavais históricos, desde já uma excelente fonte de renda.