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Onde nada se cria

Arquivo Geral

21/03/2008 0h00

O que esperar de um filme escrito pelas mesmas mentes brilhantes por trás de Anaconda 2: A Caçada pela Orquídea Sangrenta? Bem, esse é todo o currículo cinematográfico da dupla de roteiristas John Claflin e Daniel Zelman antes da aventura cômico-romântica Um Amor de Tesouro (originalmente Ouro de Tolo), que estréia hoje nos cinemas.

Se você já assistiu Mergulho Radical, que saiu há uns dois anos, não verá nada além daquilo (nem mesmo as curvas de Jessica Alba, substituídas em Um Amor de Tesouro por uma comportada Kate Hudson). Como par de Kate foi escolhido Matthew McConaughey (ambos dividiram Como Perder um Homem em Dez Dias, lembram-se?).

Esse novo filme dirigido por Andy Tennant (do charmoso Hitch – Conselheiro Amoroso) é pior do que tudo aqui citado. Ele parte exatamente da mesma premissa de Mergulho Radical – casal em crise parte numa aventura tropical de sungas e biquínis em busca de um tesouro e encontra concorrência. Assim, estreitam os laços e blá, blá, blá.

Nada se cria – e nem se transforma – na cozinha dessa pipoqueira sem sal construída não apenas em artifícios da mais básica comédia romântica, mas com excesso de personagens desnecessários (preste atenção na filha socialite do personagem de Donald Sutherland) e nos vilões que parecem ter saído de algum filme dos anos 1980 dos Trapalhões.

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