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Obras de Maciej Babinski são expostas em Brasília

Arquivo Geral

21/09/2007 0h00

O trabalho do curador Wagner Barja foi árduo para reunir em uma única exposição 48 obras entre óleos, aquarelas, desenhos e águas-fortes (gravura feita em uma base de liga metálica) do artista plástico Maciej Babinski. “As quatro linguagens interagem e contribuem entre si”, garante o artista. A solução virtuosa foi partir de trabalhos que tivessem como base o desenho. Intitulada Imagens e Palavras, a exposição mescla os trabalhos do artista com frases extraídas do livro Maciej Babinski – Entrevistas, escrito por Gisel Carriconde Azevedo.

Para completar, há o confronto entre trabalhos antigos e novos. “Alguns recentíssimos, que acabaram de secar”, brinca Babinski. A mostra tem visitação até 14 de outubro.

Considerado um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira, Babinski explica que 20 gravuras expostas foram produzidas em 2006, “em um surto só”. Outras são mais antigas, como os únicos dois retratos. Os desenhos são de fases diversas, assim como os óleos de cores fortes, realizados entre os anos de 1998 e 2007.

Uma característica marcante do trabalho de Babinski são os títulos de suas obras. Algumas gravuras como O Urubu Branco, Escurecer, O Monte Negro e O Medo da Noite, ele intitula com o intuito de suscitar a curiosidade do espectador: “Pinto duas palmeiras lá no fundo, bem pequenas e chamo a obra de Duas Caranúbas. Isso faz com que o espectador, ao ler o título, se volte à obra para procurar onde estão as palmeiras”.

Atualmente, se divide entre um apartamento em Brasília e um sítio em Várzea Alegre, no interior do Ceará. Quando perguntado sobre como é sua produção em dois locais tão distintos, ele é categórico: “Não vou brigar com as diferenças”. Segundo ele, em Brasília, ele reage contra o confinamento no apartamento. “Alguns trabalhos retratam isso”, sublinha.

A temática, para Babinski é apenas o pretexto, o que o artista vai pintar, segundo ele, é o quadro, não a temática. Então, não tem muita diferença se ele produz em Brasília ou na praia. “Isso é uma coisa que, a cada quadro, acompanha o artista. O que faz a grandeza da arte é você não saber o que você está enfrentando”, finaliza.

Imagens e Palavras – De 21 de setembro a 14 de outubro, na Casa da Cultura da América Latina (SCS, Edifício Anápolis). De terça a sexta-feira, das 10h às 20h. Sábados e domingos, das 12h às 20h.

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