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Obra de Niemeyer ganha versão digital

Arquivo Geral

16/12/2005 0h00

Os cerca de 3.500 desenhos, croquis, paisagens, ilustrações e estudos de caso feitos pelo arquiteto Oscar Niemeyer entre os anos 60 e 90 em seus escritórios do Rio de Janeiro e de Paris estarão melhor protegidos da ação do tempo. Até junho do ano que vem, o material que hoje está em folhas de papel vegetal, consideradas extremamente frágeis por especialistas, passará por um processo de microfilmagem e, depois, se transformará em mídia digital.
Com isso, muito em breve os admiradores do maior expoente da arquitetura brasileira, que completou 98 anos ontem, terão acesso a seu trabalho por meio da internet, em um portal que deverá ficar pronto em maio de 2006.
“Como a maior parte dos documentos dessa época são muito grandes para uma digitalização imediata, primeiro precisaremos transformar tudo em microfilmes com a ajuda de um equipamento chamado Planetária. Depois, esses microfilmes, que têm cerca de 50 anos de durabilidade, serão convertidos em mídias digitais e darão origem a CD, o que permitirá a criação do portal”, explica a gerente executiva da Cobra Tecnologia, empresa do Banco do Brasil responsável pelo processo de digitalização, Simone Irazabal.
A idéia de preservar os traços de Niemeyer não é nova, mas a parceria entre a Fundação Oscar Niemeyer e a Cobra Tecnologia só surgiu em abril de 2005.
De lá para cá, foi montada uma equipe multidisciplinar composta por cinco profissionais que se encarregarão de garantir o sucesso do processo e também de criar uma mapoteca para a fundação. Nessa mapoteca, que terá condições ideais de temperatura, umidade e iluminação, ficarão para sempre armazenados e protegidos os originais de Niemeyer.
A coordenadora do projeto dentro da Fundação Oscar Niemeyer, Fernanda Martins, faz questão, no entanto, de ressaltar: “A digitalização não nos exime da responsabilidade de preservar adequadamente os originais”. Ao passar os documentos do papel para o computador, os pesquisadores aproveitarão também para identificar, organizar e catalogar cada um deles. Desta forma, estarão construindo o primeiro catálogo digital do arquiteto.
“Além de preservarmos a obra arquitetônica, com esse projeto também agilizaremos o atendimento que precisa ser dado à distância ao grande número de demandas que recebemos para exposições e publicações e aos pedidos dos pesquisadores que nos procuram diariamente”, conta Fernanda Martins.
A digitalização, que segundo Simone Irazabal tem um custo de R$ 200 mil, está sendo integralmente doada à Fundação Oscar Niemeyer e poderá se estender a outros documentos do arquiteto em uma segunda fase, a ser negociada.

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    Com isso, muito em breve os admiradores do maior expoente da arquitetura brasileira, que completou 98 anos ontem, terão acesso a seu trabalho por meio da internet, em um portal que deverá ficar pronto em maio de 2006.
    “Como a maior parte dos documentos dessa época são muito grandes para uma digitalização imediata, primeiro precisaremos transformar tudo em microfilmes com a ajuda de um equipamento chamado Planetária. Depois, esses microfilmes, que têm cerca de 50 anos de durabilidade, serão convertidos em mídias digitais e darão origem a CD, o que permitirá a criação do portal”, explica a gerente executiva da Cobra Tecnologia, empresa do Banco do Brasil responsável pelo processo de digitalização, Simone Irazabal.
    A idéia de preservar os traços de Niemeyer não é nova, mas a parceria entre a Fundação Oscar Niemeyer e a Cobra Tecnologia só surgiu em abril de 2005.
    De lá para cá, foi montada uma equipe multidisciplinar composta por cinco profissionais que se encarregarão de garantir o sucesso do processo e também de criar uma mapoteca para a fundação. Nessa mapoteca, que terá condições ideais de temperatura, umidade e iluminação, ficarão para sempre armazenados e protegidos os originais de Niemeyer.
    A coordenadora do projeto dentro da Fundação Oscar Niemeyer, Fernanda Martins, faz questão, no entanto, de ressaltar: “A digitalização não nos exime da responsabilidade de preservar adequadamente os originais”. Ao passar os documentos do papel para o computador, os pesquisadores aproveitarão também para identificar, organizar e catalogar cada um deles. Desta forma, estarão construindo o primeiro catálogo digital do arquiteto.
    “Além de preservarmos a obra arquitetônica, com esse projeto também agilizaremos o atendimento que precisa ser dado à distância ao grande número de demandas que recebemos para exposições e publicações e aos pedidos dos pesquisadores que nos procuram diariamente”, conta Fernanda Martins.
    A digitalização, que segundo Simone Irazabal tem um custo de R$ 200 mil, está sendo integralmente doada à Fundação Oscar Niemeyer e poderá se estender a outros documentos do arquiteto em uma segunda fase, a ser negociada.

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