Depois de um mês minguado em espetáculos teatrais, fevereiro promete fartura. Neste final de semana, o público brasiliense tem três boas opções de peças nacionais estreando amanhã. No pacote cênico estão autores consagrados, como o ator, diretor e dublê de ator Miguel Falabella e o cineasta Domingos de Oliveira, além de atores globais que estão a todo vapor na telona e na telinha, como Fernanda Torres (a Vani de Os Normais) e Caio Blat (atualmente na pele do controvertido Abelardo, da novela Da Cor do Pecado).
A principal sala da cidade, a Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro (TNCS) recebe amanhã Síndromes. Loucos Como Nós. Dirigida por Miguel Falabella e escrita a quatro mãos por ele e Maria Carmem Barbosa, a comédia aborda as loucuras típicas dos habitantes de uma grande cidade, mais especificamente, do bairro de Copacabana. No elenco, Zezé Polessa, Miguel Magno e Luciana Braga, que ficou famosa por encarnar a principal “rolinha” do coronel Artur da Tapitanga, vivido por Ary Fontoura, na novela Tieta (Globo).
Idosa O diretor de teatro e cineasta Domingos de Oliveira dirige Fernanda Torres no monólogo A Casa dos Budas Ditosos, no CCBB. O texto sobre o pecado capital da luxúria, de autoria de João Ubaldo Ribeiro, conta as aventuras sexuais de uma sessentona, representada pela atriz. Vale conferir a Vani de Os Normais vivendo uma idosa.
Já na peça O Mundo é um Moinho, em cartaz na sala Martins Penna do TNCS, o tema central são as dificuldades em se fazer teatro no Brasil. Caio Blat, Maria Ribeiro e Cláudio Cavalcanti (após 8 anos dedicados exclusivamente ao mandato de vereador no Rio de Janeiro), dirigidos pelo paulista Fauzi Arap, fazem uma severa crítica à arte teatral que estaria cada vez menos ousada e com mais preocupações comerciais.
Na próxima semana, é a vez de Eduardo Moscovis, Carla Maia (a filha da “Jade” de O Clone) e Gustavo Haddad, o Paulo de Canaviais de Paixões, do SBT, mostrarem ao público da capital federal seus trabalhos teatrais. Como se vê, o banquete está servido.