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O ser humano em foco

Arquivo Geral

16/03/2004 0h00

O documentário Na Captura dos Friedmans tem alguns elementos que atraem a curiosidade humana. Podres de uma família revelados para o mundo, hipocrisia da classe média americana e pedofilia. Tudo isso, tendo como atores os próprios personagens da história que, em 1998, abalou a rica comunidade da cidadezinha de Great Neck, perto de Long Island.

De início, os Friedman parecem uma família típica. Arnold Friedman, o patriarca, é professor premiado. Sua esposa Elaine, dona de casa exemplar. Juntos, criam os três filhos. No feriado de Ação de Graças, a família está em casa preparando um jantar tranqüilo. De repente, a polícia quebra a porta da frente da casa e policiais entram na casa, vasculhando tudo e carregando caixas da família. Arnold e seu filho de 18 anos, Jesse, são presos e acusados de pedofilia e sodomia. As vítimas são os alunos de piano e computação de Arnold Friedman. Daí para frente, o diretor Andrew Jarecki deixa o espectador à vontade para traçar o caráter – bastante duvidoso – da família.

O mais curioso é como os integrantes da degradada família Friedman aceitaram participar do documentário, trazendo novamente o crime às discussões na mídia americana. Os participantes, inclusive, mostram onde moram atualmente. Pode parecer ironia, mas David, o filho mais velho, que dá um emocionante depoimento na parte final do filme, hoje trabalha como palhaço. O filho Seth não aceitou participar. O filme não é brilhante como Tiros em Columbine, mas vale o ingresso, apesar da trilha sonora piegas.

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    16/03/2004 0h00

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    De início, os Friedman parecem uma família típica. Arnold Friedman, o patriarca, é professor premiado. Sua esposa Elaine, dona de casa exemplar. Juntos, criam os três filhos. No feriado de Ação de Graças, a família está em casa preparando um jantar tranqüilo. De repente, a polícia quebra a porta da frente da casa e policiais entram na casa, vasculhando tudo e carregando caixas da família. Arnold e seu filho de 18 anos, Jesse, são presos e acusados de pedofilia e sodomia. As vítimas são os alunos de piano e computação de Arnold Friedman. Daí para frente, o diretor Andrew Jarecki deixa o espectador à vontade para traçar o caráter – bastante duvidoso – da família.

    O mais curioso é como os integrantes da degradada família Friedman aceitaram participar do documentário, trazendo novamente o crime às discussões na mídia americana. Os participantes, inclusive, mostram onde moram atualmente. Pode parecer ironia, mas David, o filho mais velho, que dá um emocionante depoimento na parte final do filme, hoje trabalha como palhaço. O filho Seth não aceitou participar. O filme não é brilhante como Tiros em Columbine, mas vale o ingresso, apesar da trilha sonora piegas.

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