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O rock mostra a sua cara

Arquivo Geral

07/07/2003 0h00

Freddy Charlson

Luisa Medeiros

Os berros da vocalista da banda 10Zer04, Luana, 18 anos, antes de assustar, levantaram as turmas que se espremiam em frente ao Palco 1 do Festival Porão do Rock 2003. O evento, que teve início na tarde de sábado, no estacionamento do Estádio Mané Garrincha, recebeu um público estimado de 30 mil pessoas no primeiro dia. Ao microfone, Luana despejava mensagens de protesto contra o que a banda chama de “guerra civil” e “assassinos sociais”. O som pesado do grupo – com influências da banda norte-americana Rage Against the Machine – praticamente deu abertura à sexta edição de um dos festivais de música jovem mais importantes do País.

Em sua versão 2003, o Porão trouxe muitas novidades. A mais polêmica foi a cobrança de R$ 5 (mais 1 kg de alimento não-perecível) pelo ingresso. Foi a primeira vez que os fãs de rock pagaram para assistir ao festival – e ainda ajudaram o programa Mesa Cheia, do Sesc, com a doação de 25 toneladas de alimentos que serão enviadas ao Programa Fome Zero.

Música de qualidade para um público ávido em se balançar foi o que não faltou no Porão do Rock . Das bandas iniciantes do Palco 2 – caso da Stone Fish, de Sobradinho –, passando pelas mais conhecidas do Palco 1 – como a emergente alternativa Prot(o), que acaba de lançar seu primeiro disco –, o festival trouxe um mix de estilos que fechou com a apresentação da consagrada Raimundos.

Pela primeira vez em Brasília depois da saída do baixista Canisso (em novembro de 2002), os Raimundos fizeram um show clássico. Por clássico, entenda-se uma fusão de músicas de sucessos (Mulher de Fases, Cajueiro, Puteiro em João Pessoa e Eu Quero Ver o Oco), além de novas canções, do oitavo CD da banda, Kavookavala.

“O festival estava lotado, tocamos numa hora muito legal”, declarou o vocalista e guitarrista Digão. “A energia que está rolando entre a gente e o público é muito boa.” A platéia, claro, adorou. E Alf, baixista do Rumbora que substituiu Canisso provisoriamente, não fez feio. Humor e disposição não faltaram à banda que, óbvio, se sentia em casa. E o festival prosseguiu com shows como o das bandas Los Hermanos e Paralamas do Sucesso, garantia de casa cheia na cidade.

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    Em sua versão 2003, o Porão trouxe muitas novidades. A mais polêmica foi a cobrança de R$ 5 (mais 1 kg de alimento não-perecível) pelo ingresso. Foi a primeira vez que os fãs de rock pagaram para assistir ao festival – e ainda ajudaram o programa Mesa Cheia, do Sesc, com a doação de 25 toneladas de alimentos que serão enviadas ao Programa Fome Zero.

    Música de qualidade para um público ávido em se balançar foi o que não faltou no Porão do Rock . Das bandas iniciantes do Palco 2 – caso da Stone Fish, de Sobradinho –, passando pelas mais conhecidas do Palco 1 – como a emergente alternativa Prot(o), que acaba de lançar seu primeiro disco –, o festival trouxe um mix de estilos que fechou com a apresentação da consagrada Raimundos.

    Pela primeira vez em Brasília depois da saída do baixista Canisso (em novembro de 2002), os Raimundos fizeram um show clássico. Por clássico, entenda-se uma fusão de músicas de sucessos (Mulher de Fases, Cajueiro, Puteiro em João Pessoa e Eu Quero Ver o Oco), além de novas canções, do oitavo CD da banda, Kavookavala.

    “O festival estava lotado, tocamos numa hora muito legal”, declarou o vocalista e guitarrista Digão. “A energia que está rolando entre a gente e o público é muito boa.” A platéia, claro, adorou. E Alf, baixista do Rumbora que substituiu Canisso provisoriamente, não fez feio. Humor e disposição não faltaram à banda que, óbvio, se sentia em casa. E o festival prosseguiu com shows como o das bandas Los Hermanos e Paralamas do Sucesso, garantia de casa cheia na cidade.

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