Um show de graça, nas areias da Praia de Copacabana, para 1,5 milhão de pessoas. O presente chega uma semana antes do Carnaval e atende pelo nome de Rolling Stones, a lendária banda de rock inglesa liderada por Mick Jagger.
A Prefeitura do Rio de Janeiro trata o evento com o cuidado com que prepara o seu badalado Réveillon: vai fechar as ruas e avenidas do bairro próximo ao Hotel Copacabana Palace, na frente do qual ocorre o megashow de duas horas de duração, no dia 18 de fevereiro, com início previsto para as 21h45.
“A prefeitura considera esse show como se fosse outro Réveillon. E está sendo tratado assim”, confirmou a subsecretária de eventos especiais da Prefeitura do Rio, Ana Maria Maia, durante entrevista coletiva, no início da semana. A segurança será triplicada, como na festa de Ano Novo, com um contingente de 2.400 policiais nas ruas, divididos em três turnos, além do reforço de 450 guardas municipais.
Evento orçado em R$ 10 milhões, a prefeitura carioca banca R$ 1,68 milhão e o restante fica por conta dos patrocinadores, empresas de telefonia celular.
“Assim que aventamos a hipótese de um show em Copacabana, imediatamente eles se entusiasmaram com a idéia”, conta Luiz Oscar Niemeyer, da Produtora Planmusic, acrescentando que técnicos da banda já vieram conhecer as instalações e que o palco terá 24 metros de altura por 70 metros de largura e 30 metros de profundidade.
A banda chega ao Brasil no dia 16 de fevereiro, em um Boeing 747, carregado com 100 toneladas de equipamentos e com 140 pessoas. É a terceira vez dos Stones no País, agora com a turnê mundial do último CD Bigger Bang, iniciada há seis meses, nos Estados Unidos.
A estrutura do show, que será transmitido ao vivo para todo o País pela Rede Globo, se completa com 18 torres de som e 16 telões de alta definição espalhados pela região. Cerca de 3,5 mil pessoas poderão curtir a movimentação dos roqueiros em uma área vip fechada pelos patrocinadores. Nos camarins, as exigências dos ingleses giram em torno de uma mesa de sinuca e comida japonesa.