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O retorno do que não chegou a ir

Arquivo Geral

11/01/2006 0h00

Aprimeira polêmica do Big Brother 6 responde pelo nome de Leandro Borgo. Antes mesmo de entrar na casa, ele ficou famoso ao ser eliminado a poucos dias da estréia do programa. A Rede Globo chegou a anunciá-lo como um dos novos participantes, mas na última quinta-feira ele recebeu a notícia de que estava fora do jogo.

“Depois de quatro dias de confinamento no hotel, sem telefone, sem TV, sem relógio e sem poder abrir a janela, entraram no meu quarto para dar a notícia”, conta.

A justificativa é que ele seria amigo de alguns funcionários da emissora e teria omitido essa informação nas entrevistas. Mas ele se considera um injustiçado. Apesar de conhecer atores como Fábio Assunção e Raul Gazolla, o eliminado garante não ser íntimo de nenhum deles.

“Só havia essa pergunta no questionário e depois não me perguntaram mais”, tenta justificar. “Moro no Rio e, claro, conheço pessoas que trabalham na Globo, mas não sou próximo de nenhuma delas. Fui prejudicado por algo de que não tenho culpa”.

Fora do Big Brother Brasil, Leandro enfrenta a batalha de reconstruir sua vida. Formado em Relações Internacionais, ele abandonou o emprego de analista financeiro por causa do programa. Agora é que são elas.
Se quem entrou na casa tem pela frente uma série de desafios, para Borgo a batalha se dá pelo lado de fora. “Vou ter que arcar com as conseqüências dos meus atos”, lembra. “Queria agora limpar minha imagem e mostrar quem eu sou”.

Nas poucas vezes em que saiu às ruas, ele tem sido tratado como celebridade. É reconhecido, recebe palavras de apoio e posa para fotos. Para muitos, isso já seria uma glória. Mas não para Leandro, que confessa: “Essa fama repentina é assustadora. Não estou preparado para isso”.
suásticaQuando voltou para casa, na última quinta-feira à noite, o rapaz teve outra surpresa. Em menos de 24 horas, havia recebido mais de três mil mensagens pela internet. Na sua página pessoal no Orkut, havia até ameaças por causa de uma foto sua com uma suástica tatuada no braço numa festa à fantasia.
“Vieram me acusar de racista, de nazista. Tenho amigos negros, fui criado no Morro do Cantagalo. Sou contra tudo isso. A tatuagem é falsa e foi idéia de um amigo”, afirma ele, que entrará em contato com uma sinagoga de São Paulo e uma comunidade afro para esclarecer a polêmica.

Praticante de jiu-jítsu, que o fez conhecer atletas como Rickson Gracie, Leandro também gosta de política e filosofia, curso que chegou a fazer. Seu objetivo dentro da casa era mostrar suas opiniões políticas e tentar com a fama uma vaga nas eleições:

“Eu queria estar na casa para mostrar minha educação. Não queria só ficar famoso. A carreira artística não é a minha praia”.

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    11/01/2006 0h00

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    “Depois de quatro dias de confinamento no hotel, sem telefone, sem TV, sem relógio e sem poder abrir a janela, entraram no meu quarto para dar a notícia”, conta.

    A justificativa é que ele seria amigo de alguns funcionários da emissora e teria omitido essa informação nas entrevistas. Mas ele se considera um injustiçado. Apesar de conhecer atores como Fábio Assunção e Raul Gazolla, o eliminado garante não ser íntimo de nenhum deles.

    “Só havia essa pergunta no questionário e depois não me perguntaram mais”, tenta justificar. “Moro no Rio e, claro, conheço pessoas que trabalham na Globo, mas não sou próximo de nenhuma delas. Fui prejudicado por algo de que não tenho culpa”.

    Fora do Big Brother Brasil, Leandro enfrenta a batalha de reconstruir sua vida. Formado em Relações Internacionais, ele abandonou o emprego de analista financeiro por causa do programa. Agora é que são elas.
    Se quem entrou na casa tem pela frente uma série de desafios, para Borgo a batalha se dá pelo lado de fora. “Vou ter que arcar com as conseqüências dos meus atos”, lembra. “Queria agora limpar minha imagem e mostrar quem eu sou”.

    Nas poucas vezes em que saiu às ruas, ele tem sido tratado como celebridade. É reconhecido, recebe palavras de apoio e posa para fotos. Para muitos, isso já seria uma glória. Mas não para Leandro, que confessa: “Essa fama repentina é assustadora. Não estou preparado para isso”.
    suásticaQuando voltou para casa, na última quinta-feira à noite, o rapaz teve outra surpresa. Em menos de 24 horas, havia recebido mais de três mil mensagens pela internet. Na sua página pessoal no Orkut, havia até ameaças por causa de uma foto sua com uma suástica tatuada no braço numa festa à fantasia.
    “Vieram me acusar de racista, de nazista. Tenho amigos negros, fui criado no Morro do Cantagalo. Sou contra tudo isso. A tatuagem é falsa e foi idéia de um amigo”, afirma ele, que entrará em contato com uma sinagoga de São Paulo e uma comunidade afro para esclarecer a polêmica.

    Praticante de jiu-jítsu, que o fez conhecer atletas como Rickson Gracie, Leandro também gosta de política e filosofia, curso que chegou a fazer. Seu objetivo dentro da casa era mostrar suas opiniões políticas e tentar com a fama uma vaga nas eleições:

    “Eu queria estar na casa para mostrar minha educação. Não queria só ficar famoso. A carreira artística não é a minha praia”.

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