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O projeto <i>Som da Cidade</i> traz o samba para o palco do Teatro da Caixa

Arquivo Geral

11/04/2007 0h00

O mais brasileiro dos ritmos – o samba – vai ser homenageado hoje, às 20h, no Teatro da Caixa, como parte do projeto Som da Cidade. Desta vez, a iniciativa – que abre as portas apenas para músicos de Brasília – convidou para a apresentação as bandas Fina Arte e Papo Furado.

Com repertório focado principalmente na obra de João Nogueira, Chico Buarque, Zeca Pagodinho, Nelson Cavaquinho e Dona Ivone Lara, a banda Fina Arte é formada por Breno Alves, Carlos Eduardo (Kadu), Vinicius, Tito, Dinho e Guto.

Os componentes do grupo, que também são compositores, concentram seu trabalho de pesquisa de repertório no samba de raiz. A escolha se deveu à constatação de que havia uma carência de músicos na cidade que se dedicassem a essa vertente do samba, considerada a mais genuína.

“O samba é um legítimo representante da arte musical dos brasileiros. É a que vem do povo, e nos remete às nossas origens africanas. Desde então empolga e continua empolgando a todos. Quem gosta das coisas de nosso País, certamente gosta também de samba”, afirmou ao Jornal de Brasília Breno Alves. Ele informou que nesta semana foi iniciado o projeto Adora a Roda de Samba, no qual os apreciadores do gênero poderão ouvir e também dançar em reuniões semanais. “Todas as terças-feiras, estaremos no Arena Futebol Clube, em frente à AABB, no Setor de Clubes Sul, tocando e apresentando convidados aficionados pelo samba”, informou.

Para a apresentação no Teatro da Caixa, Breno e seus companheiros irão tocar, entre muitos clássicos, Poder da Criação, de João Nogueira; Seu Dono da Gente, de Wilson Moreira; Seja Sambista Também, do grupo Fundo de Quintal; e Agoniza, mas não Morre, de Nelson Sargento. “As músicas que tocamos são o que há em termos de samba de raiz. Apesar de nossa banda ter adotado o nome de Fina Arte apenas em 2005, há pelo menos seis anos estamos juntos, pesquisando e tocando samba”, afirmou Breno.

Choro
A segunda banda a se apresentar na noite de hoje, a Papo Furado, está em atividade há cerca de quatro anos. Além de também investir no samba de raiz, dedica-se também ao choro. A banda conta com o pandeiro de Jackson Sarkis, o cavaquinho de Leandro Borges, o surdo de Gustavo Farias, a percussão de Artur Senna e o violão de Jorge Augusto. No vocal, Moacyr Miranda e Nélson Félix, que também toca o tan-tan.

O repertório da Papo Furado vai dos tradicionais compositores dos gêneros samba e choro – como Geraldo Pereira, Noel Rosa, Wilson Batista, Paulinho da Viola e Monarco – até os contemporâneos Zeca Pagodinho, Fundo de Quintal, Beth Carvalho e Jorge Aragão.


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