Algumas pessoas ainda se confundem quanto a origem do bacalhau pensando, por se tratar de um produto difundido e largamente utilizado pelos portugueses. Imaginam que o peixe é pescado em Portugal também.
Na realidade, o local de origem da iguaria são os mares do norte, pois a espécie sobrevive somente em águas extremamente frias. Como antigamente os portugueses pescavam o peixe nas águas do norte e levavam-no para ser processado na cidade do Porto, criou-se a denominação “Bacalhau do Porto”. Nos dias de hoje, praticamente toda a espécie consumida em Portugal já chega transformada, mas ela ainda é importada para ser salgada e curada em algumas indústrias portuguesas.
O bacalhau guarda seus segredos desde sua escolha até o preparo e degustação. Mesmo sendo um alimento muito conhecido, poucos sabem das inúmeras peculiaridades do pescado. O peixe, tido como produto nobre, habita as águas geladas do Atlântico Norte, sendo encontrado nos mares da Noruega, Rússia, Islândia, Canadá e Alaska, mas é para a Noruega que os cardumes migram quando atingem a idade de 6 a 7 anos, propiciando condições ideais de pesca e transformando o país no maior exportador no mundo.
Outro aspecto peculiar do produto se relaciona ao peixe propriamente dito. O que conhecemos como bacalhau, na verdade não é apenas um tipo de peixe, são cinco os pescados transformados em bacalhau. O principal, e considerado o legítimo é o Cod – Gadus Mohrua ou o Cod Macrocephalus, o famoso “bacalhau tipo Porto”. Os demais são o Saithe, o Ling, e o Zarbo, diferentes na aparência, porém muito semelhantes na utilização, no sabor e nos resultados gastronômicos. O final, todo mundo sabe. Os portugueses trouxeram a delícia para o Brasil já com o processo de salgamento, uma vez que para atravessar o Atlântico eram necessários produtos alimentícios não-perecíveis para alimentar a tripulação. (M.V.)