Ela não entrou em quadra, não deu saltos, saques nem levantou peso. Mas, com experiência de veterana, Renata Cordeiro montou a concentração e suou a camisa por cada uma das medalhas conquistadas pela delegação brasileira nas Olimpíadas de Atenas – que terminam hoje – na redação do Esporte Total, na Band.
Apaixonada por esportes, a carioca, de 34 anos, confessa que a maior dificuldade está em controlar sua porção torcedora para manter a imparcialidade e dar a notícia. “Não chego a ser fanática no dia-a-dia. Quando a gente começa a trabalhar com isso, vê tudo com mais frieza, fica com o senso crítico mais aguçado. Mas Olimpíadas são especiais. Já aconteceu de saber que a câmera vai voltar para mim, que estou com os olhos mareados e ter que me controlar para não chorar. De alegria e emoção, claro, mas também de tristeza. Com a música de fundo, então, segurar o choro é mais difícil”, entrega a apresentadora, que tem 14 anos de carreira. Com os jogos, a rotina de Renata mudou de pouco mais de uma hora no ar para uma eterna incógnita. “
O nervosismo está longe de ser tensão de marinheiro de primeira viagem. Em 1996 e em 2000, lá estava ela de olho em Atlanta e Sydney. “Fui para o SporTV há oito anos, trabalhar nos jogos de Atlanta, mas sempre assisti daqui do Brasil, no estúdio”, conta a jornalista, que trabalhou durante oito anos no canal por assinatura e foi para a Band em abril e já sente os efeitos da TV aberta. “As pessoas me param para comentar sobre esporte. Encaro isso como reconhecimento do meu trabalho”, diz ela.