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O grupo de circo-teatro Trupe de Argonautas volta a apresentar seu teatro circense no espetáculo &lt

Arquivo Geral

11/07/2009 0h00

A maquiagem é carregada. As roupas, coladas, curtas, provocantes. No cenário, o brilho, a
música,as plumas e os tecidos coloridos não escondem que aquele lugar é palco para
mulheres que disputam o papel de estrela principal da noite. O show que une beleza,
magia, interpretação e contorcionismo vem do bordel De Paetês. O espetáculo é comandado
pelo grupo de circo-teatro Trupe de Argonautas, que está em cartaz de 10 a 26 de julho,  no Teatro Plínio Marcos.

A peça reúne teatro, dança, música e a magia circense. As histórias, encontros e desencontros dos personagens são encenados sob um olhar contemporâneo que envolve técnicas de números aéreos, trapézio, tecidos, acrobacias, dança, equilíbrio, entrelaçadas à encenação romântica e cômica da peça. “Não é só fazer pose, usar a técnica  e esperar os aplausos. Colocamos a emoção no que estamos fazendo para contar a história do personagem e dar vida a ele”, conta a bailarina e diretora de dança da peça Lívia Bennet, de 25 anos.

Nem os músicos escapam de atuar. No De Paetês, cinco profissionais foram convidados a
tocar nas cenas. Mas, ao contrário dos teatros comuns, em que a orquestra toca de um lado
e os artistas encenam de outro, neste, há uma interação. “Os músicos falam com os personagens, como se realmente fizessem parte do bordel”, explica Lívia.

A união das artes é característica do grupo em todos os espetáculos.Os artistas procuram
mesclar as áreas utilizando não só as técnicas da atividade que pratica, como as dos
outros. “Cada profissional tenta trazer propostas e o material de sua área. Eu sou da
dança e levo sempre propostas de coreografia para a turma. Quem é de teatro leva proposta
de texto, interpretação. Já os circenses levam material aéreo, por exemplo. Aqui todo
mundo trabalha em conjunto e aprende um pouco de cada arte”, diz a bailarina.

A Trupe de Argonautas surgiu há quase quatro anos em uma oficina de circo,
que reunia gente de todas as áreas, com o mesmo objetivo: aprender. Alguns dos alunos
gostaram da experiência e resolveram fundar o grupo de teatro-circo. “Dentro do curso
tinha gente de todas as áreas, então era inevitável que trabalhássemos em um contexto que costurasse uma arte com a outra”, afirma a diretora da peça e atriz Súlian Princivalli, de
30 anos.

Direção

O espetáculo De Paetês existe há três anos e é a terceira vez que entra em cartaz na
cidade. A mistura dança, teatro, circo e música já foi apresentada na primeira peça do
grupo, Colcha de Retalhos, mas a segunda obra da Trupe tem uma emoção especial para  a diretora Súlian Princivalli. “Esse é o meu primeiro trabalho como diretora”, conta.

Observar a postura de cada integrante, os erros, os acertos, o cenário, a
música. Encenar. Para Súlian, é mais que um trabalho. É um desafio. É preciso estar
em dois lugares ao mesmo tempo e quando não se consegue tal proeza, o ensaio pode
ficar defasado. “Foi bem complicado dirigir. Uma hora tenho que assistir, em outra, atuar.
Mas tem sido muito legal, muito bom para mim”, diz Súlian, que não esconde a vontade de dirigir mais peças.

A experiência de 14 anos no palco faz a atriz acreditar que o apelo do circo leva um
encantamento maior à platéia. “A gente vê que mesmo pela terceira vez que estamos em
cartaz, tem pessoas que querem ver de novo e querem ver se teve alguma mudança, algo
diferente. O público gosta muito da peça. Dá para ver pelo rosto, pelas expressões de encantamento feitas com o que estão presenciando”, diz.

Bastidores
No De Paetês, não existe papel principal. Cada artista tem um personagem forte e uma
historia bem particular construída pela união entre dança, teatro e circo. A inovação e o
desafio levam ao artista o aperfeiçoamento da profissão. “Não é fácil fazer um trabalho
que mescle as três áreas num espetáculo forte. Não é fácil a gente ir bem em
todas elas. A gente sabia que seria um desafio e é um desafio que gostamos e queremos
prosseguir. É uma realização e aprendemos muito quando levamos a experiência de outra arte
para aperfeiçoar a nossa”, afirma a bailarina Lívia Bennet.

A circense Ana Sofia Lamas, de 25 anos, concorda com a bailarina e acredita que o desafio é cumprido, quando há um investimento por parte do artista. “O trabalho não é fácil e é
preciso treino, principalmente no circo, que depende da força física”. Segundo Ana Sofia,
são feitos três treinos por semana, cada um com duração de três horas.

Já no palco, os artistas têm de equilibrar a preocupação com a técnica e a emoção. “No palco sou bastante crítica. Quando estou em cena fico pensando muito em como está minha fala, como está o corpo. Na verdade, é uma coisa que estou tentando não me preocupar mais. Já está tudo pronto, já está tudo ensaiado. Como nossa diretora sempre fala, o público sabe quando você está preocupado demais. É um espetáculo alegre, colorido, pra cima. Então, o que temos a fazer é nos divertir e deixar que essa emoção chegue ao nosso público”, revela Lívia.








  Saiba +

A Trupe de Argonautas tem como primeiro trabalho o espetáculo Colcha de Retalhos,
apresentado em Brasília em julho de 2005 e em novembro de 2005, no Festival de Circo de Londrina.

Em Junho de 2007, apresentou-se com a primeira versão do espetáculo De Paetês, na 1° Mostra Zezito de Circo realizada pela Cooperativa Brasiliense de
Teatro.

Em novembro de 2007, o espetáculo estreou no Espaço Cultural Renato Russo, onde permaneceu em temporada durante um mês. O espetáculo volta aos palcos no mês de julho de 2008 para mais seis apresentações no Complexo Cultural da Funarte.

Elenco: Ana Sofia Lamas (intérprete), Cyntia Carla (intérprete), Diogo Cerrado (músico), Emanuel Santana (intérprete), Karen Sakayo (operadora de som), Lívia Bennet (intérprete), Marcelo Augusto (iluminador), Mateus Ferrari (músico), Pedro Martins (intérprete), Raphael Balduzzi (intérprete), Rodrigo Amazonas (intérprete), Sara Mariano (musicista) e Súlian Princivalli (intérprete e diretora).


 


 


 


 


 


 


 


 


 








De Paetês (Circo-Teatro) – Trupe de Argonautas

Local: Teatro Plínio Marcos  –  Funarte (atrás da Torre de TV)

Datas: de 10 a 26 de julho

Horários: Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 20h

Ingressos: R$ 10 (meia-entrada)

Direção: Súlian Princivalli

Assistente de Direção: Iara Zannon e Sara Mariano

Técnica Circense: Ana Sofia Lamas

Produção: Daniela Gonçalves e Neide Nobre

Classificação indicativa: 18 anos


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

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