Depois de 227 capítulos, números invejáveis de audiência e turbulência zero, chega ao fim hoje a global das seis Alma Gêmea, de Walcyr Carrasco. O autor reserva apenas um mistério para o desfecho da novela, com direito a duas gravações para despistar a imprensa, envolvendo os atores Priscila Fantin e Eduardo Moscovis, cujo foco é a reencarnação. Já a vilã, interpretada por Flávia Alessandra, não escapa daquele manjado e tradicional destino, dado aos tipos ruins: sepultura. Alma Gêmea ultrapassou a marca de 200 capítulos para que a Globo pudesse ter fôlego e produzir com cuidado a sua substituta, Sinhá Moça. Ainda assim, seu Ibope não decepcionou. Pelo contrário, bateu recordes e atingiu recentemente média de 50 pontos. Teve lá um problema, sim. Um escritor, Carlos de Andrade, acusou Globo e Carrasco de plágio. Segundo ele, a novela seria uma cópia do livro Chuva de Novembro, lançado em 1997. O caso está correndo na Justiça. Fora isso, tudo leva a crer que o folhetim entrará para a história como o de maior audiência de todos os tempos da faixa das seis. A respeito dessa impressionante trajetória, Canal 1 perguntou ao novelista Walcyr Carrasco qual o segredo do sucesso. Resposta: “É difícil falar em segredo de sucesso. Se o conhecêssemos, não seria segredo. Se o desvendássemos, não cometeríamos mais erros! Mas acredito que o tema místico encantou as pessoas, respondeu a uma inquietação que todos nós temos”. Em relação às desconfianças iniciais, de que a dupla Fantin-Moscovis não daria certo, esta foi uma outra escolha – vitoriosa, por sinal – do autor: “Eu sempre apostei nesse par. Lutei muito para ter esses dois atores, em cujo talento acredito muito”. A respeito de Flávia Alessandra, que nunca havia feito uma vilã, Carrasco não se contém: “Vamos combinar… Ela arrasou!”