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O drama de um perdido no terminal

Arquivo Geral

10/09/2004 0h00

Depois de filmar grandes épicos e histórias fantásticas, Steven Spielberg está se especializando em contar pequenos dramas, centrando-se mais nos efeitos humanos do que nos especiais. Em O Terminal, que estréia hoje em 11 salas de cinema, o diretor conta mais uma vez com Tom Hanks para desenvolver um roteiro simples, mas com forte carga dramática.

Na história, Viktor Navorski (Tom Hanks) é um europeu que resolve viajar para os Estados Unidos no exato momento em que seu país vive um estrondoso golpe de estado. O acontecimento político faz com que seu passaporte perca a validade. No aeroporto, Viktor não consegue autorização para entrar nos Estados Unidos. E aqui começa a agonia do personagem.

Viktor fica num mato sem cachorro, já que ele não pode voltar para seu país, que teve as fronteiras fechadas com o golpe. Por meses, o pobre europeu tem que literalmente morar no aeroporto. Nesse período ele passa a entender o funcionamento do terminal e a vida das pessoas em completa transição.

Como aconteceu com seu filme anterior, Prenda-me se for Capaz, Spielberg inspirou-se numa história verdadeira para realizar O Terminal. O incidente aconteceu com o refugiado iraniano Merhan Nasseri, no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. Ele teve seu visto negado em função do sua situação irregular. Acabou amargando um bom tempo entre passageiros e trabalhadores da aviação civil.

A diferença deste O Terminal em relação ao trabalho anterior é que o homem real de Spielberg, desta vez, é ainda mais comum. Os lances espetaculares no caso do falsário Frank Abagnale Jr. (Leonardo DiCaprio) cedem aqui espaço ao calvário absurdo e completamente humano de Viktor, vítima de uma política internacional às vezes cruel.

Esta é a terceira vez que o diretor faz uma dobradinha com Tom Hanks. Os dois se afinam bem, como já foi demonstrado em O Resgate do Soldado Ryan, de 1998, e no já citado Prenda-me se for Capaz. Tanto num como no outro, o ator teve que dividir atenção do público com outros atores. Em O Terminal, Hanks tem a chance de mostrar todo seu talento, como o fez em O Náufragoe em Filadélfia, já que é um solitário no meio da multidão.

Tom Hanks, claro, contracenará com outros atores. Nessa “ilha” diferenciada, ele terá como solidários e/ou desafetos gente do quilate de Catherine Zeta-Jones e Stanley Tucci. Catherine é Amalia, uma comissária de bordo por que ele se apaixona. Tucci é o agente do serviço de imigração que fica no pé de Viktor, uma “falha no sistema”.

Mesmo sem o glamour fantástico de obras como Inteligência Artificial, e toda a série de Indiana Jones, vale a pena ver o que Spielberg, cada vez mais maduro e sofisticado, aprontou.

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    Na história, Viktor Navorski (Tom Hanks) é um europeu que resolve viajar para os Estados Unidos no exato momento em que seu país vive um estrondoso golpe de estado. O acontecimento político faz com que seu passaporte perca a validade. No aeroporto, Viktor não consegue autorização para entrar nos Estados Unidos. E aqui começa a agonia do personagem.

    Viktor fica num mato sem cachorro, já que ele não pode voltar para seu país, que teve as fronteiras fechadas com o golpe. Por meses, o pobre europeu tem que literalmente morar no aeroporto. Nesse período ele passa a entender o funcionamento do terminal e a vida das pessoas em completa transição.

    Como aconteceu com seu filme anterior, Prenda-me se for Capaz, Spielberg inspirou-se numa história verdadeira para realizar O Terminal. O incidente aconteceu com o refugiado iraniano Merhan Nasseri, no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. Ele teve seu visto negado em função do sua situação irregular. Acabou amargando um bom tempo entre passageiros e trabalhadores da aviação civil.

    A diferença deste O Terminal em relação ao trabalho anterior é que o homem real de Spielberg, desta vez, é ainda mais comum. Os lances espetaculares no caso do falsário Frank Abagnale Jr. (Leonardo DiCaprio) cedem aqui espaço ao calvário absurdo e completamente humano de Viktor, vítima de uma política internacional às vezes cruel.

    Esta é a terceira vez que o diretor faz uma dobradinha com Tom Hanks. Os dois se afinam bem, como já foi demonstrado em O Resgate do Soldado Ryan, de 1998, e no já citado Prenda-me se for Capaz. Tanto num como no outro, o ator teve que dividir atenção do público com outros atores. Em O Terminal, Hanks tem a chance de mostrar todo seu talento, como o fez em O Náufragoe em Filadélfia, já que é um solitário no meio da multidão.

    Tom Hanks, claro, contracenará com outros atores. Nessa “ilha” diferenciada, ele terá como solidários e/ou desafetos gente do quilate de Catherine Zeta-Jones e Stanley Tucci. Catherine é Amalia, uma comissária de bordo por que ele se apaixona. Tucci é o agente do serviço de imigração que fica no pé de Viktor, uma “falha no sistema”.

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