A vida tem um começo, um meio e um fim. É isso que o espetáculo É o Bicho! A Ordem Natural das Coisas quer mostrar aos espectadores. A peça entrará em cartaz amanhã e ficará até domingo na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, abordando questões sobre ecologia e o ciclo de vida.
A montagem, baseada na linguagem do desenho animado, se passa em uma grande floresta encantada, onde um menino, uma mosquita, um sapo e uma cobra vivem uma cadeira alimentar. “É difícil abordar a morte com uma criança, é um tema delicado. Mas com os bichos é mais fácil, um necessita do outro para sobreviver”, afirma o ator Gutavo Haddad.
Na peça, a história de Pedrinho, filho de um guarda florestal que vive uma emocionante aventura na floresta. Ao lado da Mosquita medrosa, do Sapo filósofo, da Cobra preguiçosa e da Mãe Natureza, ele enfrenta situações de medo, alegria e surpresa.
De forma leve, o espetáculo apresenta às crianças noções sobre as leis da natureza, as regras de sobrevivência e a realidade da morte como parte de um processo vital. “Com a peça, aprendemos que a vida é frágil e tem que ser vivida da melhor maneira possível”, afirma Gustavo.
Apresentar a morte como parte do ciclo da vida na natureza foi a maneira que o autor, Evaldo Mocarzel, encontrou para tratar o assunto como um processo natural. A peça fala ainda do medo da transformação e da renovação, e também aborda questões como diferença, preconceito e discriminação. A morte é retratada de maneira divertida e engraçada, para que seja bem aceita pelas crianças.
No elenco, além de Gustavo Haddad, a pequena Carla Dias, e os atores Jô Santana, Gabriel Mendonça e Dhu Moraes. A direção é de Rosi Campos e Cláudia Borioni.
Mesmo com a morte de um bicho para o outro viver, de acordo com Gustavo, que está na novela Canavial de Paixões, do SBT, tudo termina em alto astral. “No final, aparecem os três bichos em harmonia, só que a segunda geração daqueles primeiros”, conclui o ator.
É o Bicho! A Ordem Natural das Coisas – Peça de Evaldo Mocarzel, com Gustavo Haddad, Carla Dias e elenco. Amanhã e domingo, às 16h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. Ingressos a R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia). Classificação livre.