Wolffe, que entrevistou Obama mais de dez vezes, analisa em sua obra o caráter do presidente com o objetivo de, segundo ele, entender melhor os fatores que o levaram à Presidência.
O diário The Washington Post assinala que o livro de Wolffe é comparável a The Making of the president 1960, um clássico do jornalismo político em que Theodore White relata a chegada ao poder de John F. Kennedy (1961-1963).
Da mesma forma que White, Wolffe teve a sorte de cobrir uma campanha excepcionalmente histórica.
Um dos episódios mais interessantes se dá quando Wolffe revela que foi o próprio Obama quem o encorajou a escrever o livro.
O Washington Post destaca que apesar da ausência de grandes revelações o livro é claro, conciso e está bem escrito ao voltar a contar uma história que segue impressionando.
Entre os assuntos que poderiam se tornar polêmicos estão os comentários de Obama sobre o ex-presidente Bill Clinton, a quem se refere como “mentiroso descarado” e pessoa “imprevisível”, segundo antecipa o New York Post hoje.
No lado negativo, o Washington Post aponta que o livro carece da riqueza de detalhes do famoso livro de White.
Espera-se que nos próximos meses saiam vários livros sobre Obama, entre eles alguns de famosos jornalistas como o repórter do Washington Post Bob Woodward, o correspondente da revista New Yorker Ryan Lizza e Mark Halperim, da revista Time.
Diante da avalanche, a rede de livrarias Barnes & Noble decidiu recentemente destinar mesas e seções especiais às obras sobre o novo presidente americano.
Obama inspirou vários autores infantis, jornalistas, fotógrafos e documentaristas e ameaça desbancar um de seus heróis, Abraham Lincoln (1861-1865), como o presidente dos EUA sobre quem mais livros foram escritos.