Parece loucura, mas é verdade. O desempregado Cícero Dias colocou a mulher e os filhos sobre algumas bicicletas e partiu do interior da Paraíba, para capital do Rio de Janeiro, sobre duas rodas em busca de um emprego que lhe oferecesse mil reais por mês. A arte literalmente imita a vida nesse caso. Em seu segundo filme, no filme O Caminho das Nuvens, o diretor Vicente Amorim narra a real história de Cícero com personagens fictícios, nessa produção de R$ 7,5 milhões produzida por Bruno Barreto e distribuída pela Globo Filmes.
Na trama, o ator Wagner Moura (de Deus é Brasileiro e Carandiru) é Romão (poderia até se chamar Cícero), marido de Rose (Cláudia Abreu) e pai de cinco filhos. Ele viaja cerca de três mil quilômetros, do interior nordestino até a capital carioca, sobre bicicleta, em busca do ideal de ganhar um salário de mil reais por mês.
Durante a longa jornada, a família passa fome, sede, frio, calor e chega a conseguir um trabalho numa casa de espetáculos chamada O Caminho das Nuvens, na qual o proprietário paga bem as pessoas para se passarem por índios e enganar turistas.
Romão se recusa a fazer o trabalho por querer ganhar dinheiro limpo. Para alcançar seu sonho, o desempregado está disposto a tudo, no entanto, seu filho mais velho, Antônio, quer desistir da viagem para seguir seu próprio rumo e a superprotetora Rose quer convencer o marido de voltar para a terra natal.
O cantor Sidney Magal faz uma ponta como o malandro proprietário do Caminho das Nuvens e o diretor Vicente Amorim já pensa num novo projeto envolvendo o músico. Ele começará a produzir um documentário sobre Magal.