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Novo filme de Clint Eastwood chega aos cinemas nesta sexta-feira

Arquivo Geral

20/03/2009 0h00

Por Anna Beatriz Lisbôa, da redação do Clicabrasilia.com.br


 


Chega aos cinemas nesta sexta-feira (20), o novo trabalho do ator e diretor Clint Eastwood, Gran Torino (2008). Ele volta às telas como Walt Kowalski, um veterano da guerra da Coreia que vive em um bairro de imigrantes, asiáticos, na maioria. Com a bandeira dos Estados Unidos hasteada no telhado de sua casa, Kowalski representa o típico americano do meio-oeste: patriota, machista, calado, preconceituoso e com um gosto especial por armas de fogo. Sua hostilidade vem bem a calhar, já que a vizinhança é comandada por gangues de etnias diversas.

Viúvo e sem a menor afinidade com o resto de sua família, o veterano passa os dias sozinho, cortando a grama, fazendo pequenos reparos na casa com suas milhares de ferramentas e cuidando do seu maior tesouro: um carro modelo Gran Torino, de 1972. E é justamente um incidente envolvendo o famoso carro que faz com que Kowalski se aproxime dos vizinhos, uma família de imigrantes orientais, vítima da violência das gangues.

Aos quase 79 anos, Eastwood anunciou que este provavelmente seria seu último papel no cinema. O fato é que o ator parece bem à vontade na pele de Kowalski. Ele sintetiza bem a persona de Clint Eastwood nas telas. Os elementos que caracterizam seus personagens mais marcantes estão presentes nele: a frieza, a introspecção, a violência subjacente e o senso de humor inesperado, que acaba tornando o personagem simpático ao público. É quase como se Kowalski fosse uma versão envelhecida de Dirty Harry, personagem-título de um de seus filmes mais famosos.     


 


Além disso, em Gran Torino ele volta a fazer o bom melodrama, um gênero que ele parece gostar de explorar como diretor – ver Menina de Ouro, A Troca, ou As Pontes de Madison. A história trágica desse veterano solitário poderia ter se tornado um dramalhão nada sutil nas mãos de outro diretor. Porém, sob o comando de Eastwood o filme caminha com objetividade, se mantendo equilibrado no limite entre o comovente e o piegas.


 


A única ressalva é que alguns elementos da lógica interna de Kowalski são comprometidos em favor do melodrama. A forma com que ele se aproxima de seus vizinhos asiáticos parece pouco natural para um homem que tem preconceitos tão arraigados. Porém, a trama é tão envolvente que as incoerências não chegam a comprometer o resultado final.

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