O que pode parecer uma simples infecção ou alergia ocular, muitas vezes trata-se de uma doença resultante da umidade e lubrificação inadequadas do olho. A síndrome do olho seco, mal que atinge entre 2% a 15% das pessoas, variando conforme as condições ambientais e a presença de moléstias sistêmicas, como o reumatismo por exemplo, está próxima da cura, graças às pesquisas realizadas por cientistas brasileiros.
O oftalmologista Eduardo Melani Rocha, pesquisador da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade de Campinas (Unicamp), no Estado de São Paulo, desenvolveu um novo colírio, à base de insulina, para ser empregado no tratamento do problema. O especialista paulista foi o primeiro a utilizar o hormônio para essa finalidade.
Eduardo Melani da Rocha partiu de conhecimentos já consolidados sobre a insulina, imaginando que a fórmula, mais do que repor a umidade dos olhos, como fazem os medicamentos presentes no mercado, também pudesse estimular o tecido a produzir mais fluido lacrimal, evitando o ressecamento das vistas.
A expectativa de Eduardo Rocha é que o medicamento criado por ele possa chegar ao mercado dentro de aproximadamente dois anos. “Antes, o colírio terá de ser submetido a testes em humanos para comprovar a sua segurança e eficácia, pois não existem bons modelos animais, dado que os olhos destes são muito mais resistentes”, esclarece.