Desde fevereiro de 2005, as artistas plásticas Erieme Abreu, Hermínia Metzler, Lúcia Azevedo, Márcia Mazzoni, Nancy Safatle, Rosilene Horta, Sheila Tapajós, Silvia Krticka e Sonnia Guerra se reunem num ateliê, duas vezes por semana, para estudar as fases da vida e obra do pintor espanhol Goya. O resultado é a mostra Poética do Ordinário, organizada de hoje a 19 de dezembro, de terça a domingo, das 10h às 18h, no Museu de Arte de Brasília. A entrada é franca.
“São 22 peças, entre fotografias, pinturas, instalações e objetos”, adianta Sonnia Guerra. Segundo ela, todos os trabalhos são uma releitura da obra de Goya, mas com traços contemporâneos. “Minha obra, por exemplo, retrata a violência contra o povo, de forma geral. Na instalação, utilizo frangos depenados sendo sugados por morcegos”, conta Sonnia, que optou por frangos por serem animais muito retratados nos quadros de Goya. Eles representam pessoas oprimidas.
Para a artista Hermínia Metzler, também autora de uma instalação, a exposição contribui para divulgar o trabalho do artista espanhol. “Apesar de ser do século 18, Goya é muito atual. Ele satirizava o governo, a violência, a injustiça. E muita gente não o conhece”, afirma.
Segundo Sonnia Guerra, a intenção das artistas, que já tiveram peças expostas no exterior, é levar a mostra a outra cidades. “Dividimos o grupo e estudamos muito a vida de Goya. Seria interessante mostrar isso para mais pessoas”, diz.
Francisco de Goya nasceu em 1746, em Zaragoza. Destacou-se com as obras Maja desnuda (Mulher despida), Maja vestida e o famoso A família de Carlos IV, que é um exemplo de como introduzia traços grotescos nas pinturas.