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Nova York entra na discussão sobre modelos magras demais

Arquivo Geral

13/01/2007 0h00

Os organizadores dos desfiles de moda de Nova York divulgaram na sexta-feira um conjunto de diretrizes relativas ao problema das modelos magras demais, mas não chegaram a proibir sua presença nas passarelas, como foi feito em Milão.

O Conselho de Estilistas dos EUA (CFDA) recomendou que as modelos que sofrem de desordens alimentares busquem tratamento, que as modelos jovens trabalhem por horas limitadas, que comida saudável seja servida no backstage dos desfiles e que cigarros e álcool sejam proibidos.

A CFDA, que organiza as semanas de moda semestrais de Nova York, disse que suas diretrizes dizem respeito a "conscientização e educação, não policiamento". "Assim, o comitê não está recomendando que as modelos façam exames médicos para avaliar sua saúde ou índice de massa corporal, para poderem trabalhar", disse a organização em comunicado. "As desordens alimentares são desordens emocionais que têm manifestações psicológicas, comportamentais, sociais e físicas, das quais o peso corporal é apenas uma".

O mundo da moda vem discutindo a questão, com muitos estilistas e modelos fazendo pouco caso dos temores de que as modelos ultramagras possam incentivar o surgimento de desordens alimentares em garotas e mulheres jovens.

A próxima Semana de Moda de Nova York começa em 2 de fevereiro.

No mês passado, as casas de moda de Milão proibiram formalmente a participação de modelos ultramagras e menores de idade de seus desfiles de fevereiro.

O acordo fechado entre a prefeitura de Milão e seu poderoso setor de moda proíbe a participação nos desfiles de Milão de modelos de menos de 16 anos e daquelas cujo índice de massa corporal (IMC) seja inferior a 18,5.

O IMC é a proporção entre o peso e a altura, de modo que uma modelo de 1,73 metro de altura que pese menos de 55,4 quilos será barrada de participar.

Milão ainda é a única cidade dos quatro centros mundiais da moda – as outras são Nova York, Londres e Paris – a implementar uma proibição direta.

O Brasil, cuja temporada de outono-inverno começa no domingo, no Rio de Janeiro, lançou uma campanha para barrar a participação em desfiles de modelos abaixo do peso e menores de 16 anos, em resposta à morte de uma modelo paulista por complicações decorre ntes da anorexia.

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