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Nova psicodelia brasileira vem das praias de Floripa

Arquivo Geral

17/06/2003 0h00

Guitarras harmonizadas com boas melodias vocais são as armas da Pipodélica, de Florianópolis (SC). O quarteto acaba de lançar o álbum Simetria Radial, pelo selo paulista Baratos Afins (que tem em seu catálogo discos dos Mutantes, Tom Zé, Rita Lee, Arnaldo Baptista, Itamar Assumpção, Fellini e outros). Mesmo desconhecida do grande público, a banda mostra potencial e maturidade em relação ao EP independente Enquanto o Sono Não Vem. A mudança é notada no próprio CD – há três faixas bônus retiradas do trabalho anterior.

A banda nasceu despretensiosamente, quando alguns amigos de diferentes bandas se reuniram para gravar juntos em um fim de semana. Depois de entra-e-sai de integrantes, a formação se estabilizou com Eduardo “XuXu” (guitarra e voz), M. Leonardo (baixo), Felipe Batata (guitarra) e Gustavo “Cachorro” (bateria). O quarteto, que já tocou em festivais pelo País – inclusive nas Noites Senhor F, em Brasília –, lidera uma legião de novos talentos catarinenses: Butt Spencer, Madeixas, Stuart, Ambervisions e a novíssima Jeans.

Repleto de psicodelia suave, o disco tem o que se espera de uma banda em crescimento. Faixas de fácil aceitação – Meio Sem Fim e Memória Multicolor – lado a lado com pepitas pop como Primeiro de Abril. Em Mais Forte encontra-se o que de melhor Xuxu conseguiu escrever: “Fale pelos olhos/Nem se eu ouvisse todas as palavras do seu vocabulário seria mais forte”. Syd Barret (fundador do Pink Floyd) e rock rural setentista estão em quase todas as canções. Mesmo com cheiro de música dos anos 60/70, a banda não parou no tempo e muitos dos arranjos soam atuais. É claro, há uma ou outra faixa datada, com cores berrantes e bocas-de-sino. Experiência Extracorporal, por exemplo, parece sobra do baú de restos dos Secos e Molhados. E quem colocar o disquinho dentro de seu CD-ROM do computador será presenteado com a faixa multimídia Valsinha #3, produzida para o EP Enquanto o Sono Não Vem. O melhor, no entanto, é lembrar que a Pipodélica é apenas uma das boas bandas do Sul do País que estão invadindo o Brasil com guitarras em punho.

Vide as gaúchas Bidê ou Balde, Cachorro Grande (uma das atrações do Porão do Rock deste ano), Walverdes e os paranaenses Faichecleres.

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    17/06/2003 0h00

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    A banda nasceu despretensiosamente, quando alguns amigos de diferentes bandas se reuniram para gravar juntos em um fim de semana. Depois de entra-e-sai de integrantes, a formação se estabilizou com Eduardo “XuXu” (guitarra e voz), M. Leonardo (baixo), Felipe Batata (guitarra) e Gustavo “Cachorro” (bateria). O quarteto, que já tocou em festivais pelo País – inclusive nas Noites Senhor F, em Brasília –, lidera uma legião de novos talentos catarinenses: Butt Spencer, Madeixas, Stuart, Ambervisions e a novíssima Jeans.

    Repleto de psicodelia suave, o disco tem o que se espera de uma banda em crescimento. Faixas de fácil aceitação – Meio Sem Fim e Memória Multicolor – lado a lado com pepitas pop como Primeiro de Abril. Em Mais Forte encontra-se o que de melhor Xuxu conseguiu escrever: “Fale pelos olhos/Nem se eu ouvisse todas as palavras do seu vocabulário seria mais forte”. Syd Barret (fundador do Pink Floyd) e rock rural setentista estão em quase todas as canções. Mesmo com cheiro de música dos anos 60/70, a banda não parou no tempo e muitos dos arranjos soam atuais. É claro, há uma ou outra faixa datada, com cores berrantes e bocas-de-sino. Experiência Extracorporal, por exemplo, parece sobra do baú de restos dos Secos e Molhados. E quem colocar o disquinho dentro de seu CD-ROM do computador será presenteado com a faixa multimídia Valsinha #3, produzida para o EP Enquanto o Sono Não Vem. O melhor, no entanto, é lembrar que a Pipodélica é apenas uma das boas bandas do Sul do País que estão invadindo o Brasil com guitarras em punho.

    Vide as gaúchas Bidê ou Balde, Cachorro Grande (uma das atrações do Porão do Rock deste ano), Walverdes e os paranaenses Faichecleres.

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