Apesar de J.J. Abrams nunca ter sido apaixonado pela série Jornada nas Estrelas – ele preferia Guerra nas Estrelas -, o jovem diretor, roteirista e produtor aceitou a proposta de levar a célebre saga ao cinema.
Não quero falar mal da série nem dos filmes anteriores, só sei que nunca me agradaram, “nunca pude me identificar com os personagens da saga, portanto o que fiz neste filme foi tornar os protagonistas acreditáveis, algo que acho que até agora não tinha sido feito”, comentou o diretor americano em sua passagem por Madri.
Portanto, ao aceitar a encomenda da Paramount, J.J. Abrams se dispôs a reinventar Star Trek retornando às origens: a complicada relação entre dois dos altos comandantes da nave Enterprise, Kirk e Spock (um híbrido entre humano e “vulcano”), interpretados pelos atores Chris Pine e Zachary Quinto, respectivamente.
Deste modo, o Star Trek de Abrams se dirige aos “futuros admiradores”, a todos aqueles que, como o próprio diretor, “nunca se sentiram atraídos pela série”.
No entanto, o diretor é consciente de que está trabalhando com a idéia original de Roddenberry, que exige “continuidade”, um motivo pelo qual o filme terá a participação de Leonard Nimoy, o ator que encarnava Spock na saga originária.
“Meus filmes favoritos” são aqueles com os quais me identifico e que “apresentam situações complicadas. Em Star Trek a história é épica, mas a chave para contar a trama não é impressionar as pessoas com espetáculo, o espetacular são os personagens”, explica Abrams.