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Nova atitude de Marcelo D2

Arquivo Geral

06/05/2003 0h00

Feito um sonhador que busca o pote de ouro no final do arco-íris ou um pirata que vai ao fundo do mar atrás de tesouros, o vocalista Marcelo D2 também tem lá suas ambições. Sem abandonar a eterna apologia à “Cannabis sativa”, o líder da polêmica banda carioca Planet Hemp – de férias pelo menos até o fim do ano do trabalho em grupo – volta à carga com o segundo vôo solo, “À Procura da Batida Perfeita”, álbum daqueles. Por “daqueles” entenda-se disco bem produzido, com pegada, atitude e, o melhor, com proposta, se não original, pelo menos bem defendida: misturar rap e samba. No mundo de D2, o MC vira partideiro; bumbo, scratch; careta, maconheiro; e ele faz apologia ao rap. No time do rapper – marcado por confusões, prisões por endeusar a erva e brigas em shows – quem joga na linha são os bambas do samba, repente, mangue beat, morro, periferia, de todas as tribos. A gente suburbana que lota os batidões, jovens que perambulam nos shoppings, adultos que não cresceram.

E se D2 sabe rimar como poucos, a sua levada de breque é qualquer coisa. Eletrônica, loops, efeitos e samplers são usados de maneira harmoniosa (o quão harmonioso pode ser o barulho?). A festa começa logo na primeira faixa, À Procura da Batida Perfeita. Nessa espécie de música-síntese do álbum, D2 queima pick-ups e acende a percussão para dizer que o que busca está “na raiz, onde sempre quis”. Ele quer voltar às origens, aos bailões e homenagear os bambas Candeia e Cartola. Sobra diversão na alma de D2. Ele não está sozinho nessa mistura de rap com o samba. Muita gente tenta. Mas Marcelo, ao contrário da maioria, o faz com rara habilidade.

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    06/05/2003 0h00

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    E se D2 sabe rimar como poucos, a sua levada de breque é qualquer coisa. Eletrônica, loops, efeitos e samplers são usados de maneira harmoniosa (o quão harmonioso pode ser o barulho?). A festa começa logo na primeira faixa, À Procura da Batida Perfeita. Nessa espécie de música-síntese do álbum, D2 queima pick-ups e acende a percussão para dizer que o que busca está “na raiz, onde sempre quis”. Ele quer voltar às origens, aos bailões e homenagear os bambas Candeia e Cartola. Sobra diversão na alma de D2. Ele não está sozinho nessa mistura de rap com o samba. Muita gente tenta. Mas Marcelo, ao contrário da maioria, o faz com rara habilidade.

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