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Nordeste retratado no palco

Arquivo Geral

09/09/2004 0h00

A Oficina Teatral Circo Íntimo estréia hoje mais uma peça. Batizado de Faces da Terra, o espetáculo tem como mote a cultura nordestina. “Falaremos da religiosidade, da pobreza, do sofrimento e da alegria do homem nordestino”, explica Edson Duavy, diretor ao lado de Abaetê Queiroz. “Veja que contradição: eles passam maus bocados, vivem sem água, sem comida e é de lá que saem os maiores comediantes do Brasil”, pensa Duavy.

O elenco é composto por 36 pessoas, com idades de sete a 60 anos, todos alunos da oficina que durou seis meses. O figurino e o cenário seguem a linha minimalista, já marca da dupla Duavy/Queiroz. “Fazemos um teatro essencial, em que contextualizamos o tema por meio dos atores”, explica Duavy. Segundo ele, o único recurso extra palco é a iluminação. Por meio dela, atores viram árvores, pessoas e o que mais o cenário pedir.

O figurino também segue essa ordem. “O mesmo ator pode interpretar uma velha lavadeira, um vaqueiro ou um cangaceiro, sem trocar de roupa”, completa Duavy. Assim, não há protagonista. O elenco se desdobra em vários personagens e situações, onde todos brilham. O grupo é o principal. Dois músicos e duas coreógrafas ajudaram na composição: Paulo Di Jorge e Matheus Ferrari; e Juliana Drummond e Renata Jambeiro, respectivamente.

“O objetivo de todo o trabalho foi fazer uma reflexão sobre a importância da cultura popular brasileira e o resgate de seus valores, em tempos de globalização exacerbada. Procuramos destacar as singularidades do País, a alma coletiva do Brasil”, analisa Duavy. “O espetáculo é heterogêneo e barroco e procura criar um intenso e constante diálogo entre o festivo e o austero, o espalhafatoso e o religioso”, completa.

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    O elenco é composto por 36 pessoas, com idades de sete a 60 anos, todos alunos da oficina que durou seis meses. O figurino e o cenário seguem a linha minimalista, já marca da dupla Duavy/Queiroz. “Fazemos um teatro essencial, em que contextualizamos o tema por meio dos atores”, explica Duavy. Segundo ele, o único recurso extra palco é a iluminação. Por meio dela, atores viram árvores, pessoas e o que mais o cenário pedir.

    O figurino também segue essa ordem. “O mesmo ator pode interpretar uma velha lavadeira, um vaqueiro ou um cangaceiro, sem trocar de roupa”, completa Duavy. Assim, não há protagonista. O elenco se desdobra em vários personagens e situações, onde todos brilham. O grupo é o principal. Dois músicos e duas coreógrafas ajudaram na composição: Paulo Di Jorge e Matheus Ferrari; e Juliana Drummond e Renata Jambeiro, respectivamente.

    “O objetivo de todo o trabalho foi fazer uma reflexão sobre a importância da cultura popular brasileira e o resgate de seus valores, em tempos de globalização exacerbada. Procuramos destacar as singularidades do País, a alma coletiva do Brasil”, analisa Duavy. “O espetáculo é heterogêneo e barroco e procura criar um intenso e constante diálogo entre o festivo e o austero, o espalhafatoso e o religioso”, completa.

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