No feroz mundo da estética, onde os tratamentos para manter a mulher cada vez mais jovem e bonita estão cada vez mais valorizados há espaço também para o engodo. Quem garante é o cirurgião plástico Luiz Haroldo Pereira, diretor da sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, seção RJ. Ele se refere aos para vender o mesmo produto: a lipoaspiração.
O mercado está lotado dessas “novidades”. E a cada dia surgem nomes diferentes e pomposos. São expressões como lipolaser, lipolight, hidro-lipo. Na verdade eles estão vendendo métodos mais brandos de lipoaspiração. Ou seja, segundo Luiz Haroldo Pereira não passam de “uma estratégia de marketing.”
“Todas essas técnicas têm o mesmo princípio, que é o da lipoaspiração. A lipoaspiração é uma cirurgia e, como tal, precisa seguir a regulamentação do Conselho Federal de Medicina. E uma das determinações do CFM é que ela seja praticada por profissional especializado em cirurgia plástica com pelo menos dois anos de especialização em cirurgia-geral. Além disso, deve ser obrigatoriamente realizada em ambiente hospitalar. Ou seja, não deve jamais ser feita em consultório”, alerta Luiz Haroldo.
Luiz Haroldo frisa que dermatologistas e médicos com especialização em Medicina Estética, de acordo com a resolução do CFM, não estão aptos a realizar a lipoaspiração, daí, surgirem novos nomes para a cirurgia, com a intenção de iludir a clientela.
“A lipolight seria indicada para aspiração de quantidades mínimas de gordura e até pode ser feita com anestesia local, mas geralmente obriga a repetir o procedimento. O resultado acaba sendo ruim, pois surgem irregularidades”, conclui Luiz Haroldo.