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Nina Becker: a bela da vez

Arquivo Geral

17/04/2009 0h00

Por Anna Beatriz Lisbôa, da redação do Clicabrasilia.com.br


A carioca Nina Becker é a atração desta semana do projeto Belas 2, que traz para a cidade as novas vozes da música brasileira para mostrar seus talentos no Espaço Brasil Telecom. A cantora e estilista vem se destacado nos últimos anos como uma das vocalistas da Orquestra Imperial, juntamente com a atriz e cantora Thalma de Freitas, Rodrigo Amarante, Moreno Veloso, e outros músicos da cena carioca. O grupo que começou seguindo a linha das tradicionais orquestras de gafieira, hoje explora os diversos momentos da música brasileira, num repertório que vai desde de sambas clássicos dos anos 40, até Vem fazer glu-glu, pérola de Sérgio Mallandro.
 
Nina esclarece que já conhecia alguns dos músicos da Orquestra e que, quando foi convidada para assistir a uma apresentação, foi para ver o show de seus amigos. “Quando vi o show pela primeira vez fiquei chocada. Percebi que tinha tudo a ver com as músicas que eu adoro”, explica a cantora. O fato de seu padrasto ser maestro e professor de história de música popular brasileira fez com que Nina tivesse disponíveis discos de vinil clássicos da MPB, que influenciaram seu gosto musical desde cedo. Toda essa bagagem enriqueceu ainda mais o repertório da Orquestra, da qual Nina já faz parte há oito anos.


Paralelamente ao grupo, a cantora vem desenvolvendo uma carreira solo de sucesso, com sua banda Superluxo. Ela tem inclusive dois discos programados para o segundo semestre de 2009. Quem está acostumado a ver Nina Becker na companhia dos outros 19 músicos da Orquestra Imperial cantando sambas clássicos que animaram (e continuam animando) os bailes de muitas gerações, vai ter a oportunidade de ver a faceta mais introspectiva da cantora carioca nestes trabalhos.
 
“Senti a necessidade de fazer um trabalho mais pessoal, que expressasse mais os meus gostos”, explica. “As músicas são mais delicadas, diferente da Orquestra, que é uma banda de baile, mais animada. Nos novos trabalhos faço mais referência ao rock, à MPB. Os shows são mais introspectivos, é outra relação com o público”, acredita.
 
Nina explica que os trabalhos foram gravados em momentos diferentes e que ficaram tão distintos um do outro, que resolveu lançá-los separadamente. O primeiro disco, gravado no final de 2007 tem um tom mais acústico, dando enfoque à voz da cantora, acompanhada por violão ou piano. Para o segundo álbum, Nina se reuniu com o baterista e o baixista de sua banda que estavam com Caetano Veloso na turnê do disco Cê. As gravações foram feitas ao vivo no estúdio com a banda completa, durante uma semana. Apesar de já estarem nas fases finais de produção, a cantora ainda não se decidiu quanto aos nomes dos CDs.
 
Por ser a primeira vez em Brasília, Nina diz que preferiu fazer um apanhado do repertório dos seus cinco anos de estrada com sua banda. Dentre os destaques está May This Be Love, de Jimi Hendrix, além de faixas do disco Build Up, primeiro trabalho solo de Rita Lee, gravado em 1969. Nina justifica a escolha por considerar Rita Lee uma de suas principais influências. “A Rita Lee é uma grande referência para mim. Ela é cantora, sem diva e mistura o rock com a MPB. Eu me identifico muito com isso”, analisa.


Serviço
 
Dia 17 de abril. Sexta-feira, às 21h Ingressos a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

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