A atriz Nicole Kidman (Dogville, As Horas e A Feiticeita) é a protagonista do filme A Pele, cinebiografia da polêmica fotógrafa norte-americana Diane Arbus (1923-1971). A produção dirigida por Steven Shainberg (A Secretária) narra a dramática história da mulher que retratou doentes e cadáveres e acabou cometendo suicídio.
Diane Arbus se tornou ícone da fotografia moderna por seus retratos inovadores de um mundo de pessoas marginais. Entre seus temas favoritos estavam anões, gigantes, prostitutas, travestis, sem-tetos e doentes mentais.
"Do mesmo modo que atuar é algo que está no sangue da pessoa, a arte, seja lá isso o que for, está no sangue da pessoa desde o momento em que ela nasce. Diane Arbus tinha isso", disse a atriz em entrevista à imprensa internacional.
O drama é, na verdade, inspirado livremente na vida da fotógrafa. Não chega a ser uma biografia completa – passa de largo às extravagâncias boêmias e adultérios. Nem mesmo seu suicídio – quando seu corpo foi encontrado em uma banheira, com os pulsos cortados, já em estado de decomposição – ganha muito destaque.
Diane Arbus era vista como uma mulher e mãe devotada cujos talentos inatos e obsessões "sombrias" sempre estavam em confronto com a vida convencional que ela levava em 1958, na cidade de Nova York. Quando ela conhece um homem misterioso e doente (vivido por Robert Downey Jr.), sua vida muda e Diane começa a se transformar numa grande artista.
"Quando se interpreta alguém que existiu, se estabelece um relação espiritual, estranha, e não se pode deixar nunca mais", afirmou Nicole, que ganhou o Oscar de melhor atriz em cinebiografia anterior (em As Horas, como a escritora britânica Virginia Woolf, que também se suicidou).