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Neta de Lampião faz filme sobre o cangaço

Arquivo Geral

02/08/2003 0h00

Vera Ferreira, neta de Lampião e Maria Bonita, está preparando roteiro de longa-metragem sobre a vida de seus avós. O projeto, que será dirigido por Wolney Oliveira, autor de Milagre em Juazeiro, apresentará 24 fotos inéditas de Lampião e bando, realizadas nos anos 30, pelo mascate Benjamin Abrahão Butto e pertencentes ao acervo da Aba Filmes, do Ceará.

Ricardo Albuquerque, neto de Adhemar Albuquerque, fundador da Aba Filmes, está recuperando – em parceria com a Secretaria de Cultura do Ceará – acervo de 85 negativos deixados pelo mascate fotógrafo. O libanês Abrahão muniu-se de salvo conduto oferecido pelo padre Cícero e esteve com Lampião e seu bando, em 1936. Realizou na ocasião, além de 82 retratos, o filme documental O Rei do Cangaço.

“Os negativos das fotos feitas por Benjamin Abrahão estão totalmente degradados. Mas conseguimos digitalizar novas matrizes a partir de cópias esparsas. Estamos recuperando, com tecnologia avançada, o que sobrou das 82 chapas resultantes de sua incursão ao sertão. Infelizmente, 32 estão irremediavelmente perdidas. Mas 50 estão salvas e 24 delas são inéditas”, diz.

Ricardo Albuquerque somará forças com Vera Ferreira e Wolney Oliveira para dar maior difusão e visibilidade ao material. Há seis anos a neta de Lampião prepara o roteiro do longa-metragem, que terá nas fotos de Benjamin Abrahão uma de suas fontes. “Nosso filme somará documentário e ficção e será fiel aos fatos históricos”, promete.

Co-autora do livro De Virgulino a Lampião (com Amaury Correia Araújo), Vera questiona as pesquisas de Frederico Pernambucano de Mello, base do longa Baile Perfumado (Lírio Ferreira e Paulo Caldas/1997). “Tenho vários depoimentos de cangaceiros que estiveram com meu avô no sertão. Todos testemunham que bebiam cachaça e não uísque White Horse. E que ninguém se perfumava com a fragrância francesa Fleur d´Amour”, protesta. “Com essas idéias, Frederico transforma meus avós em figuras aburguesadas. No dia-a-dia, a vida era dura para meus avós e os cangaceiros. Nunca foi um baile perfumado”, conclui Vera.

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    02/08/2003 0h00

    Vera Ferreira, neta de Lampião e Maria Bonita, está preparando roteiro de longa-metragem sobre a vida de seus avós. O projeto, que será dirigido por Wolney Oliveira, autor de Milagre em Juazeiro, apresentará 24 fotos inéditas de Lampião e bando, realizadas nos anos 30, pelo mascate Benjamin Abrahão Butto e pertencentes ao acervo da Aba Filmes, do Ceará.

    Ricardo Albuquerque, neto de Adhemar Albuquerque, fundador da Aba Filmes, está recuperando – em parceria com a Secretaria de Cultura do Ceará – acervo de 85 negativos deixados pelo mascate fotógrafo. O libanês Abrahão muniu-se de salvo conduto oferecido pelo padre Cícero e esteve com Lampião e seu bando, em 1936. Realizou na ocasião, além de 82 retratos, o filme documental O Rei do Cangaço.

    “Os negativos das fotos feitas por Benjamin Abrahão estão totalmente degradados. Mas conseguimos digitalizar novas matrizes a partir de cópias esparsas. Estamos recuperando, com tecnologia avançada, o que sobrou das 82 chapas resultantes de sua incursão ao sertão. Infelizmente, 32 estão irremediavelmente perdidas. Mas 50 estão salvas e 24 delas são inéditas”, diz.

    Ricardo Albuquerque somará forças com Vera Ferreira e Wolney Oliveira para dar maior difusão e visibilidade ao material. Há seis anos a neta de Lampião prepara o roteiro do longa-metragem, que terá nas fotos de Benjamin Abrahão uma de suas fontes. “Nosso filme somará documentário e ficção e será fiel aos fatos históricos”, promete.

    Co-autora do livro De Virgulino a Lampião (com Amaury Correia Araújo), Vera questiona as pesquisas de Frederico Pernambucano de Mello, base do longa Baile Perfumado (Lírio Ferreira e Paulo Caldas/1997). “Tenho vários depoimentos de cangaceiros que estiveram com meu avô no sertão. Todos testemunham que bebiam cachaça e não uísque White Horse. E que ninguém se perfumava com a fragrância francesa Fleur d´Amour”, protesta. “Com essas idéias, Frederico transforma meus avós em figuras aburguesadas. No dia-a-dia, a vida era dura para meus avós e os cangaceiros. Nunca foi um baile perfumado”, conclui Vera.

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