Uma das recomendações do Consenso é que o auto-exame isolado deve ser adotado como medida paralela à visita a um profissional especializado. É recomendado ainda que todas as mulheres com mais de 40 anos de idade façam o exame clínico, que consiste na avaliação de um médico.
Já as mulheres entre 50 e 69 anos devem realizar a mamografia, com o máximo de dois anos entre os exames. Além disso, o exame clínico das mamas, associado à mamografia anual, deve ser feito pelas mulheres a partir dos 35 anos pertencentes a grupos populacionais de alto risco, como aquelas que têm história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau com diagnóstico de câncer de mama. O câncer de mama representa hoje a primeira causa de morte por câncer entre as mulheres brasileiras, apesar de a maioria delas prestar muita atenção a qualquer alteração nas mamas. Nem todo nódulo, no entanto, é maligno. Antes de desesperar-se ao descobrir alguma forma sólida nos seios, é importante saber que as chances de que seja algo benigno são bem maiores. “É impossível para a própria mulher distinguir se a alteração no seio é um câncer de mama ou não. Diante dos sintomas de alteração, que são surgimento de nódulos; ou dores mamárias; ou uma secreção que sai pelo mamilo, ela deve procurar um médico para que seja feito um diagnóstico diferencial”, orienta o médico Alexandre Andrade, professor de Ginecologia da PUC-SP. Dentre as doenças comuns nos seios estão a dor mamária – que não é um sintoma importante, já que câncer não causa dor – e os cistos mamários, que geralmente aumentam no período pré-menstrual. Neste caso, é importante diferenciar cistos de nódulos, geralmente um pouco mais duros. “A diferenciação entre um nódulo sólido de um cisto mamário só pode ser feita por meio de exames. A ultra-sonografia é capaz de distinguir facilmente um nódulo sólido de um cisto mamário. A punção é outro exame importante, neste caso. Se for um cisto mamário, a punção resultará na coleta do líquido que está no interior dele, enquanto que no nódulo sólido você não vai ter líquido”, explicou Andrade. Também existem as assimetrias mamárias, muito comuns principalmente na adolescência, mas que não têm nada a ver com o câncer de mama. No caso das secreções, devem ser consideradas apenas as que forem expelidas por uma só mama e tiverem coloração semelhante à da água e um pouco de sangue. Se este sinal aparecer, é importante procurar um médico.