Não foi por falta de convite que a banda pernambucana Nação Zumbi nunca participou do Porão do Rock, festival que vai reunir 35 bandas de todo o país em Brasília. Mas os rapazes prometem se redimir com os fãs participando da sexta edição do evento, que começa no sábado, no estacionamento do Estádio Mané Garrincha.
“Nós fomos convidados outras vezes, mas não pudemos aceitar por causa da agenda”, justfica Dengue, baixista da banda. “Nesta época estávamos sempre em turnê fora do país. Mas, este ano, estamos aí.” A banda vai mostrar no palco os hits do novo CD, o quinto da carreira dos pernambucanos, batizado simplesmente de Nação Zumbi. “É um trabalho mais autoral. Nós compusemos todas as 12 faixas. O público vai curtir porque é um disco pequeno, fácil de digerir”, explica o baixista. “É um disco que parece muito com a gente, não está atrelado a nenhum conceito. É bem a cara da fase que a gente está passando agora.”
Dengue conta que a banda está muito satisfeita de vir tocar em Brasília porque foi na cidade que a banda viveu um dos momentos mais engraçados com a platéia. “Uma vez nos apresentamos aqui com o Natiruts e foi a primeira vez que nos jogamos em cima do público ao final do show”, relembra. “O Gira usava um tênis e pulou. Quando o público devolveu ele ao palco, ele estava só de meia. Roubaram o tênis dele (gargalhadas).”
Se a banda vai ou não relembrar os velhos sucessos como Mangue Town e Cidadão do Mundo, vai depender do tempo de duração do espetáculo. “A gente ainda não sabe quanto tempo vai ficar no palco. Mas se o show for de uma hora, vamos cantar 70% do repertório novo. Se for mais, vai dar para a gente tocar as música antigas”, diz Dengue.
O grupo adiou a turnê que faria na Europa em julho para participar do Porão do Rock e também para poder participar da Womex, uma das maiores feiras de música que ocorre na Espanha. “Nós vamos a Sevilha em outubro para participar da feira e para fazer shows. Só a gente e o Otto fomos selecionados para essa feira”, conta o baixista da Nação.