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Na cama com Miguel Paiva

Arquivo Geral

29/07/2004 0h00

No complexo relacionamento homem/mulher, tanto um quanto o outro lado cria estereótipos assumidos generosamente pela humanidade, que adora se rotular. O cartunista Miguel Paiva mergulhou fundo neste universo rico em verdades e, também, em folclores para escrever o livro Cama de Gato, Histórias de Cama do Gatão de Meia-Idade, um exercício de bom humor de quem sempre soube analisar com muita sutileza o nosso mundinho moderno.

O Gatão do livro é um personagem de tiras já conhecidos dos leitores dos grande jornais. Era um “subproduto”, ou melhor dizendo, um eventual amante da analisada Radical Chic, criação mais conhecida de Paiva, que ganhou vida própria.

Dos quadrinhos para a crônica literária foi um passo. Depois de ter lançado dois livros ilustrados com o Gatão, o cartunista arrisca um vôo literário. Tudo dentro do humor ferino e sutil ao qual todos já estão acostumados. Isso é bom ou ruim? Nem uma coisa nem outra. Cama de Gato tem o poder de ser ao mesmo tempo uma “tirinha” king-size e um texto que vive sugerindo imagens, como num cinema, tal a dinâmica e leveza das linhas.

O livro está dividido em três momentos, inspirado inclusive numa série de tirinhas do Gatão, Dormindo junto, Acordando junto e Dormindo em lugares estranhos. Em cada um deles, Paiva acomoda os mais diversos tipos de mulheres que mantêm um relacionamento fugaz com o homem. Tem a carente, a que come na cama, a que faz xixi a noite toda, a que te acorda com sexo, a hospitaleira, a que você não conhece, enfim, uma fauna que o autor criou a partir de experiências próprias e também da de amigos.

Paiva, dono de humor refinado, em suas mais de 30 crônicas, tanto tem momentos divinos como alguns também que beira ao grotesco. Mas, se o macho brasileiro é muitas vezes troglodita, porque não se permitir, em Paiva, letras propositadamente tortas? O riso, porém, é sempre fácil. O cartunista não busca em momento nenhum psicologismos, apenas divertir o leitor. E isto ele consegue com méritos.

Despretencioso, Cama de Gato mostra um bardo do riso completamente afiado e principalmente respeitador da alma feminina, assunto que, aliás, ele entende muitíssimo bem. É engraçado ver que na maioria das crônicas do livro, a mulher é sempre dona da situação. O gatão, o homem em questão, está sempre fragilizado. E é ele que cai fora do relacionamento para não constranger a parceira ou deixá-la em maus lençóis.

Cama de Gato é para se ler de uma só sentada, melhor seria de uma só “deitada”. É o típico livro para se ler na cama, ao lado da namorada, amante ou paixão platônica. Haverá com certeza uma situação ou outra que você e ela irão se enquadrar. Sem falar que muitas situações descritas são bem sugestivas. E já que os dois estão na cama mesmo, é só deitar e rolar. O próprio autor declara no prefácio de seu livro que seu objetivo é “estimular os casais, de que raça ou sexo forem, a usar a cama no seu melhor sentido, o horizontal”.

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    Na cama com Miguel Paiva

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    29/07/2004 0h00

    No complexo relacionamento homem/mulher, tanto um quanto o outro lado cria estereótipos assumidos generosamente pela humanidade, que adora se rotular. O cartunista Miguel Paiva mergulhou fundo neste universo rico em verdades e, também, em folclores para escrever o livro Cama de Gato, Histórias de Cama do Gatão de Meia-Idade, um exercício de bom humor de quem sempre soube analisar com muita sutileza o nosso mundinho moderno.

    O Gatão do livro é um personagem de tiras já conhecidos dos leitores dos grande jornais. Era um “subproduto”, ou melhor dizendo, um eventual amante da analisada Radical Chic, criação mais conhecida de Paiva, que ganhou vida própria.

    Dos quadrinhos para a crônica literária foi um passo. Depois de ter lançado dois livros ilustrados com o Gatão, o cartunista arrisca um vôo literário. Tudo dentro do humor ferino e sutil ao qual todos já estão acostumados. Isso é bom ou ruim? Nem uma coisa nem outra. Cama de Gato tem o poder de ser ao mesmo tempo uma “tirinha” king-size e um texto que vive sugerindo imagens, como num cinema, tal a dinâmica e leveza das linhas.

    O livro está dividido em três momentos, inspirado inclusive numa série de tirinhas do Gatão, Dormindo junto, Acordando junto e Dormindo em lugares estranhos. Em cada um deles, Paiva acomoda os mais diversos tipos de mulheres que mantêm um relacionamento fugaz com o homem. Tem a carente, a que come na cama, a que faz xixi a noite toda, a que te acorda com sexo, a hospitaleira, a que você não conhece, enfim, uma fauna que o autor criou a partir de experiências próprias e também da de amigos.

    Paiva, dono de humor refinado, em suas mais de 30 crônicas, tanto tem momentos divinos como alguns também que beira ao grotesco. Mas, se o macho brasileiro é muitas vezes troglodita, porque não se permitir, em Paiva, letras propositadamente tortas? O riso, porém, é sempre fácil. O cartunista não busca em momento nenhum psicologismos, apenas divertir o leitor. E isto ele consegue com méritos.

    Despretencioso, Cama de Gato mostra um bardo do riso completamente afiado e principalmente respeitador da alma feminina, assunto que, aliás, ele entende muitíssimo bem. É engraçado ver que na maioria das crônicas do livro, a mulher é sempre dona da situação. O gatão, o homem em questão, está sempre fragilizado. E é ele que cai fora do relacionamento para não constranger a parceira ou deixá-la em maus lençóis.

    Cama de Gato é para se ler de uma só sentada, melhor seria de uma só “deitada”. É o típico livro para se ler na cama, ao lado da namorada, amante ou paixão platônica. Haverá com certeza uma situação ou outra que você e ela irão se enquadrar. Sem falar que muitas situações descritas são bem sugestivas. E já que os dois estão na cama mesmo, é só deitar e rolar. O próprio autor declara no prefácio de seu livro que seu objetivo é “estimular os casais, de que raça ou sexo forem, a usar a cama no seu melhor sentido, o horizontal”.

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