Uma mutação genética que favorece o regulamento do tônus vascular das artérias poderia proteger contra a hipertensão, um mal que afeta milhões de pessoas no mundo. A informação está em um estudo realizado por cientistas espanhóis da Universitadad Pomeu Fabra. Os cientistas identificaram uma mutação genética no processo de troca de potássio e cálcio do interior das células das paredes arteriais, que determinam que os vasos estejam contraídos ou dilatados, e portanto, influem na pressão sanguínea. Segundo a pesquisa, das pessoas que sofrem desta alteração genética, só 3% apresentam hipertensão, um dado que revela a importância desta descoberta. Também está sendo analisado o fato de que, aparentemente, a prevalência da mutação é superior nas mulheres, embora a incidência da hipertensão seja similar em ambos os sexos, uma questão que poderia estar relacionada com os estrogênios. A pressão arterial é condicionada pelo gasto cardíaco, que é o bombeio do sangue pela coração, e pela resistência vascular periférica, a dilatação das artérias. Na maioria dos casos sua origem está numa maior resistência vascular devido ao diâmetro dos vasos sanguíneos.