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Mussum é homenageado dez anos após sua morte

Arquivo Geral

31/07/2004 0h00

Omais simpático dos Trapalhões revive na telinha. Nascido Antonio Carlos Bernardes Gomes em 7 de abril de 1941 e eternizado na figura de seu alter-ego Mussum no fatídico 29 de julho de 1994, o trapalhão mangueirense fechou o paletó de madeira há dez anos. Em memória dessa década sem o sorriso incansável e as piadas e caretas inesgotáveis do comediante carioca, o Canal Brasil apresenta uma edição especial do programa Retratos Brasileiros, que será exibido às 19h para os assinantes da Net.

As salvas a um dos heróis do riso da televisão brasileira se completam com a revista Flashback, que revive concisos 30 grandes momentos da antológica série Os Trapalhões.

Na série Retratos Brasileiros: Mussum, os parceiros de trapalhadas do velho “Mussa” Renato Aragão e Dedé Santana prestam depoimentos sobre os 18 anos de convivência do quarteto em sua formação consagrada, que contava ainda com o saudoso Zacarias.

O documentário recebe as considerações do cineasta José Alvarenga Jr. – responsável pela direção de filmes como O Casamento dos Trapalhões –, além do recheio das gags do homenageado. Para cada tomada de saudosismo são acrescentadas cenas do romance de Mussum com seu mé e algumas de suas exclamações memoráveis. Afinal, quem nunca soltou uma pequena risada a cada Cacildes!?

Alguns compadres de rodas de samba de Mussum, como Jair Rodrigues, Alcione e Jorge Aragão, também dão as caras no programa. Eles recordam os tempos do Mussum do reco-reco, especialidade do comediante no grupo Os Originais do Samba, com o qual gravou 12 LPs entre meados dos anos 60 e 1981. Nesse período, Mussum atacou de compositor com Pela Dona do Primeiro Andar, Assassinaram o Camarão e Chiclete de Hortelã, mas largou o samba para se dedicar à TV.

Mas não foi fácil para Mussum deixar seu berço artístico de sambista para arriscar uma carreira de trapalhão. A idéia de pintar a cara para interpretar personagens femininos não agradava ao ex-milico e mecânico do morro. Foi o amigo Dedé que, durante longos dois anos tentou convencê-lo. Mussum aderiu à idéia. E soltou a franga: virou Maria Bethânia, escrava Isaura e até Xuxa.

O programa, que será reprisado amanhã, às 13h30, discorre por breves 47 minutos sobre a vida e obra de Mussum. É pouco para tanto. Mas a justiça é feita pela lembrança do principal comediante negro da TV, depois de Grande Otelo.

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    31/07/2004 0h00

    Omais simpático dos Trapalhões revive na telinha. Nascido Antonio Carlos Bernardes Gomes em 7 de abril de 1941 e eternizado na figura de seu alter-ego Mussum no fatídico 29 de julho de 1994, o trapalhão mangueirense fechou o paletó de madeira há dez anos. Em memória dessa década sem o sorriso incansável e as piadas e caretas inesgotáveis do comediante carioca, o Canal Brasil apresenta uma edição especial do programa Retratos Brasileiros, que será exibido às 19h para os assinantes da Net.

    As salvas a um dos heróis do riso da televisão brasileira se completam com a revista Flashback, que revive concisos 30 grandes momentos da antológica série Os Trapalhões.

    Na série Retratos Brasileiros: Mussum, os parceiros de trapalhadas do velho “Mussa” Renato Aragão e Dedé Santana prestam depoimentos sobre os 18 anos de convivência do quarteto em sua formação consagrada, que contava ainda com o saudoso Zacarias.

    O documentário recebe as considerações do cineasta José Alvarenga Jr. – responsável pela direção de filmes como O Casamento dos Trapalhões –, além do recheio das gags do homenageado. Para cada tomada de saudosismo são acrescentadas cenas do romance de Mussum com seu mé e algumas de suas exclamações memoráveis. Afinal, quem nunca soltou uma pequena risada a cada Cacildes!?

    Alguns compadres de rodas de samba de Mussum, como Jair Rodrigues, Alcione e Jorge Aragão, também dão as caras no programa. Eles recordam os tempos do Mussum do reco-reco, especialidade do comediante no grupo Os Originais do Samba, com o qual gravou 12 LPs entre meados dos anos 60 e 1981. Nesse período, Mussum atacou de compositor com Pela Dona do Primeiro Andar, Assassinaram o Camarão e Chiclete de Hortelã, mas largou o samba para se dedicar à TV.

    Mas não foi fácil para Mussum deixar seu berço artístico de sambista para arriscar uma carreira de trapalhão. A idéia de pintar a cara para interpretar personagens femininos não agradava ao ex-milico e mecânico do morro. Foi o amigo Dedé que, durante longos dois anos tentou convencê-lo. Mussum aderiu à idéia. E soltou a franga: virou Maria Bethânia, escrava Isaura e até Xuxa.

    O programa, que será reprisado amanhã, às 13h30, discorre por breves 47 minutos sobre a vida e obra de Mussum. É pouco para tanto. Mas a justiça é feita pela lembrança do principal comediante negro da TV, depois de Grande Otelo.

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