O catálogo musical dos Beatles estará disponível ao setor empresarial para que as músicas possam ser utilizadas em anúncios publicitários, informa a edição de hoje do jornal britânico “The Times”.
Os detentores do catálogo querem permitir que as músicas sejam usadas por algumas marcas, a fim de consolidar a reputação musical do quarteto de Liverpool.
Há vinte anos, o grupo musical pediu US$ 15 milhões da Nike pelo uso não autorizado da música “Revolution” em uma campanha publicitária.
Até hoje, poucos temas musicais dos Beatles receberam permissão para ser utilizados em comerciais, sob a condição de serem gravados por outros artistas.
As ofertas pela música dos Beatles estão sendo estudadas pela Sony/ATV Music Publishing, donos dos direitos das 259 músicas de John Lennon e Paul McCartney, segundo o “Times”.
A Sony/ATV Music Publishing espera conseguir acordos semelhantes ao conseguido pela Microsoft para o uso de “Start Me Up”, dos Rolling Stones, em uma campanha publicitária mundial.
O “Times” diz que o primeiro acordo foi com a marca de fraldas Luvs, da Procter & Gamble, que faz um trocadilho com a canção “All You Need is Love”, trocada por “All you need is Luvs”.
A Sony/ATV Music Publishin não precisa do aval dos dois Beatles vivos – Paul McCartney e Ringo Starr – para fechar os acordos.
No entanto, o diretor-executivo da Sony/ATV, Martin Bandier, acredita que há uma “obrigação moral” de analisar o uso dos catálogos com McCartney, Starr, Yoko Ono (viúva de Lennon) e a família de George Harrison (que morreu em 2001).
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