Luciana Tavares é uma brasiliense de 24 anos. Valdenora Pereira nasceu no Maranhão, há 43 anos. O que elas têm em comum? As duas são novos talentos da música erudita brasileira, premiadas nacionalmente.
A soprano Luciana Tavares acaba de tirar o primeiro lugar na sexta edição do Concurso de Canto Maria Callas, realizado em Jacareí, São Paulo. Há dois anos, ninguém conseguia atingir a pontuação mínima para chegar ao primeiro lugar. “Receber esse prêmio foi a realização de um grande sonho”, diz Luciana. A disputa reuniu 52 concorrentes de toda a América do Sul dos dias 23 a 30 de março. As eliminatórias aconteceram em Buenos Aires e São Paulo.
Além do primeiro lugar, Luciana ainda conquistou o prêmio Melhor Intérprete de Carlos Gomes, disputado entre homens e mulheres.
Estudante de canto na Escola de Música de Brasília desde os dezoito anos, ela acaba de se formar em Música na Universidade de Brasília (UnB). Seu sonho é interpretar a personagem Liú, na ópera Turandot, de Puccini. “Ela é uma escrava que morre pelo seu amor. Uma personagem apaixonante”, conta Luciana.
Valdenora Pereira dedica sua vida à música desde que chegou a Brasília, em 1983. Ela deixou o Maranhão para estudar e trabalhar na capital. Ex-aluna da professora Nida Gibram, na década de 80, até hoje a mezzosoprano participa das atividades da Escola de Música de Brasília.
Formada em Música também pela UnB, hoje faz mestrado em Performance em Canto, na Universidade Federal de Goiás. O último prêmio que recebeu foi o primeiro lugar no Concurso de Canto Lírico de São Luís, em julho de 2002. Após a conclusão do mestrado, Valdenora pretende ser professora. “Dar aulas é minha grande vontade.”
Quem quiser conferir o talento da dupla, terá uma oportunidade na próxima semana. Elas farão apresentação gratuita terça e quarta-feiras, na Casa Thomas Jefferson da Asa Sul, a partir das 21h. Valdenora será a convidada especial do grupo Opus 13, do qual Luciana faz parte. No repertório, a obra sacra Membra Jesu Nostri, de Dietrich Bux Tehude. A entrada é franca.