A segunda temporada de concertos da Escola de Música de Brasília começa hoje e já tem mais de 300 concertos marcados até o final do ano. O recital de abertura é com o violinista Umberto Freitas, que apresenta o Recital de Violão Contralto, hoje, às 20h15, no Teatro Levino de Alcântara. A entrada para todas as apresentações é franca.
O músico irá mostrar técnicas e interpretações não escritas para violão. O violinista e o alaudista Fernando Dell’Isola criaram o projeto Família de Violões, que consiste em um conjunto de instrumentos que abrangem toda a extensão do espectro sonoro, da aguda à grave.
Foram concebidos os violões soprano, contralto, tenor e barítono. Assim, é possível tocar no violão peças escritas para outros instrumentos, sem a necessidade de se fazer transcrições, adaptações ou arranjos.
Na primeira parte do recital, o violonista apresenta obras escritas para Vihuela, um instrumento renascentista que foi criado na Espanha e que existiu por apenas 50 anos e é raramente tocado. Na segunda parte do recital, serão apresentados obras de diversos artistas.
internacionalAs apresentações incluem a participação de músicos internacionais. “Temos tido muita gente de fora daqui, é uma maneira de ampliar o trabalho da escola, com workshops, palestras e masterclass. É uma oportunidade para os alunos da escola, um contato diferente com o trabalho de grandes nomes do estilo. Um enriquecimento grande, uma complementação do currículo”, avalia a coordenadora de programação artística da escola, Delza Lopes.
Amanhã, as alemãs Sabine Gabbe (violino) e Isabel Gabbe (piano) fazem um masterclass de violino. As irmãs começaram a estudar música aos cinco anos. Hoje são mestres em música e já receberam diversos prêmios internacionais de solistas de música de câmara.
Na quarta, a soprano japonesa Eiko Senda. A música nasceu em Osaka, Japão, e diplomou-se em técnica vocal e pedagogia. Já se apresentou em diversas cidades do Japão, Estados Unidos e Itália e já foi premiada em diversas apresentações. No Brasil, venceu o Concurso Maria Callas, no Rio de Janeiro, em 2001. A apresentação traz obras de Mozart, Schubert, Strauss, entre outros. “Eiko tem um percurso internacional, um repertório de ópera bem interessante. É importante esse contato com os alunos da escola e com o público em geral”, afirma a coordenadora.
aulasA segunda temporada de concertos da Escola de Música também inclui recitais didáticos. Os alunos terão, duas vezes por semana, concertos no formato de aula, em que artistas vão fazer comentários sobre as peças, sobre instrumentos e falar da experiência profissional. “Aproveitamos a presença de grandes nomes da música erudita para trocar conhecimento com os alunos. São concertos divididos entre música e comentários”, diz Delza.
Para quem gosta de algo mais popular, a Escola de Música realiza o projeto Sexta Happy, todas as sextas-feiras, às 19h, com repertório voltado para a música popular. Todos os eventos têm entrada franca.