O Museu Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, vai receber até o fim do ano um novo sistema de segurança. A instalação de câmeras de vídeo e de detectores de presença de alta sensibilidade vai reforçar a proteção do acervo que conta com a maior coleção brasileira de artistas como Cândido Portinari e Debret. No início deste ano, o Chácara do Céu foi alvo da ação de um grupo de homens armados que roubou quatro telas avaliadas em US$ 50 milhões.
Nos últimos 10 anos, de acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, cerca de 1.200 obras de arte foram roubadas de locais públicos, como museus e igrejas. Apenas 10% delas foram recuperadas.
O projeto, desenvolvido por especialista em segurança de museus da Universidade de São Paulo, é financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que investiu R$ 350 mil, e pelo Iphan, que ofereceu uma contrapartida de R$ 75 mil.
O museu Chácara do Céu vai ganhar um novo acesso para controlar com mais eficácia a entrada e saída dos visitantes. "O museu é um local de acolhimento. Todo projeto de segurança tem que ter a sutileza e o cuidado de não espantar o visitante, mas acolhê-lo dentro do museu", explicou a diretora do Chácara do Céu, Vera de Alencar.
De acordo com José do Nascimento Jr., diretor do Departamento de Museus do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o maior desafio no combate ao tráfico de bens culturais é identificar o paradeiro dessas obras, que muitas vezes são furtadas por encomenda. Ele participou na segunda-feira, no Rio de Janeiro, do lançamento de um outro projeto, que prevê a modernização física do museu.