O Museu do Prado e o Centro de Arte Rainha Sofia, em Madri, vão abrir ao público na terça-feira sua primeira grande exposição conjunta, em que prestarão homenagem a Pablo Picasso, aproveitando a oportunidade do 25º aniversário da chegada de Guernica à Espanha.
Definida pela ministra da Cultura, Carmen Calvo, como "um banquete para a vida cultural espanhola", a mostra Picasso – Tradição e Vanguarda, que fica em cartaz até 3 de setembro, coincide também com a comemoração dos 125 anos de nascimento do pintor.
A exposição propõe uma retrospectiva de Picasso, por meio de mais de uma centena de trabalhos que ele criou ao longo de sua vida, vindos de lugares de todo o mundo e que serão exibidos simultaneamente nas galerias principais dos dois museus.
No Prado, poderão ser vistos, ladeados por uma seleção especial de obras de mestres consagrados, trabalhos do pintor malaguenho como A Vida, do Museu de Arte de Cleveland, O Menino com o Cavalo, do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), e As Meninas, do Museu Picasso de Barcelona.
No Centro de Arte Rainha Sofia, a exposição será organizada em torno de Guernica, com obras que tratam das guerras contemporâneas, como O Ossário, do MoMA, e Massacre na Coréia, do Museu Picasso de Paris.
A tela Guernica tornou-se um manifesto antibélico por representar os horrores da guerra a partir do bombardeio do povoado de Guernica, na região de Biscaia, pelas forças alemãs aliadas do general Francisco Franco.
O quadro foi encomendado pelo governo da Segunda República para a Exposição Universal de Paris, em 1937, em plena Guerra Civil Espanhola. Picasso morreu em 1973 sem ver a restauração da democracia.