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Muito além das diferenças

Arquivo Geral

16/09/2003 0h00

Filmes, vídeos e debates sobre portadores de necessidades especiais. Assim Vivemos é a 1ª Mostra Internacional de Filmes sobre Deficiência. Serão 26 curtas e médias-metragens estrangeiros e três curtas brasileiros exibidos na nova sala de cinema do Centro Cultural Banco do Brasil, de hoje a domingo.

A mostra traz uma seleção dos melhores filmes exibidos em três edições do festival Wie Wir Leben, na Alemanha, que é dedicado às questões de integração social e expressão artística dos portadores de necessidades especiais.

A idéia surgiu quando o cineasta Gustavo Acioli e a produtora Lara Pozzobon foram participar do festival de 2001 na Alemanha, com o filme Cão Guia, uma ficção sobre uma deficiente visual, produzida em 1999 e vencedora de vários prêmios. A partir daí, viram a possibilidade de juntar filmes desse tipo em um evento no Brasil. “O nosso objetivo maior é mostrar a diversidade do assunto, com uma abordagem diferente, mais íntima, mostrar outras perspectivas, para dar outra dimensão do tema, tirar o caráter constitucional. É uma lição de cidadania”, explica Gustavo.

A mostra Assim Vivemos já foi exibida no Rio de Janeiro e foi sucesso absoluto, com grande repercussão. Como são poucos os eventos desse tipo no mundo, a intenção é estimular a produção no Brasil de filmes ligados à inclusão social de portadores de deficiências. “Já estamos recebendo convite do País inteiro para levar a mostra”, anima-se Gustavo.

O primeiro filme exibido será o polonês Até que a Morte nos Separe, um documentário de Maciej Adamek. Na tela, a história de dois amigos, um portador de deficiência física e outro de deficiência mental, que conquistaram o direito de viver juntos, cuidando um do outro. Para encerrar a programação de hoje, o nacional O Resto é Silêncio, de Paulo Halm, uma comédia que fala do amor entre dois jovens surdos. Mais dois filmes brasileiros fazem parte da programação da mostra: A Pessoa é Para o que Nasce, de Roberto Berliner, e Criaturas que Nasciam em Segredo, de Chico Teixeira.

Durante o evento, haverá dublagem para deficientes visuais, feitas pelos atores Graciela Pozzobon e Marcelo Perez. Após as sessões de quarta e quinta, debates com especialistas e representantes de instituições ligadas ao tema serão realizados e contarão com intérpretes para deficientes auditivos. A capa do catálogo do festival foi impressa em braile.

Os filmes são produções de diferentes países e incluem vários tipos de deficiências, inclusive dificuldades de locomoção e audição surgidas na terceira idade. São documentários, animações e filmes de ficção que mostram a inserção social e também temas como educação, atividade profissional e relacionamentos. “São filmes bons, para o público em geral, que vão além do tema. Vale a pena assistir, para as pessoas se emocionarem e se divertirem. São vários tipos de abordagem de deficiência e de temática”, conclui Gustavo.

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    16/09/2003 0h00

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    A mostra traz uma seleção dos melhores filmes exibidos em três edições do festival Wie Wir Leben, na Alemanha, que é dedicado às questões de integração social e expressão artística dos portadores de necessidades especiais.

    A idéia surgiu quando o cineasta Gustavo Acioli e a produtora Lara Pozzobon foram participar do festival de 2001 na Alemanha, com o filme Cão Guia, uma ficção sobre uma deficiente visual, produzida em 1999 e vencedora de vários prêmios. A partir daí, viram a possibilidade de juntar filmes desse tipo em um evento no Brasil. “O nosso objetivo maior é mostrar a diversidade do assunto, com uma abordagem diferente, mais íntima, mostrar outras perspectivas, para dar outra dimensão do tema, tirar o caráter constitucional. É uma lição de cidadania”, explica Gustavo.

    A mostra Assim Vivemos já foi exibida no Rio de Janeiro e foi sucesso absoluto, com grande repercussão. Como são poucos os eventos desse tipo no mundo, a intenção é estimular a produção no Brasil de filmes ligados à inclusão social de portadores de deficiências. “Já estamos recebendo convite do País inteiro para levar a mostra”, anima-se Gustavo.

    O primeiro filme exibido será o polonês Até que a Morte nos Separe, um documentário de Maciej Adamek. Na tela, a história de dois amigos, um portador de deficiência física e outro de deficiência mental, que conquistaram o direito de viver juntos, cuidando um do outro. Para encerrar a programação de hoje, o nacional O Resto é Silêncio, de Paulo Halm, uma comédia que fala do amor entre dois jovens surdos. Mais dois filmes brasileiros fazem parte da programação da mostra: A Pessoa é Para o que Nasce, de Roberto Berliner, e Criaturas que Nasciam em Segredo, de Chico Teixeira.

    Durante o evento, haverá dublagem para deficientes visuais, feitas pelos atores Graciela Pozzobon e Marcelo Perez. Após as sessões de quarta e quinta, debates com especialistas e representantes de instituições ligadas ao tema serão realizados e contarão com intérpretes para deficientes auditivos. A capa do catálogo do festival foi impressa em braile.

    Os filmes são produções de diferentes países e incluem vários tipos de deficiências, inclusive dificuldades de locomoção e audição surgidas na terceira idade. São documentários, animações e filmes de ficção que mostram a inserção social e também temas como educação, atividade profissional e relacionamentos. “São filmes bons, para o público em geral, que vão além do tema. Vale a pena assistir, para as pessoas se emocionarem e se divertirem. São vários tipos de abordagem de deficiência e de temática”, conclui Gustavo.

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