Se fosse viva, a pintora Frida Kahlo completaria cem anos na sexta-feira e veria as diversas homenagens e exposições com as quais é reverenciada como um dos ícones mais representativos do México.
O centenário do nascimento da artista está sendo celebrado no México com duas exposições na Cidade do México: uma gigantesca, com mais de 350 obras, em cartaz no Palácio de Belas Artes, e outra com materiais inéditos, na casa-museu da artista.
Em duas semanas e meia, cerca de 75 mil pessoas visitaram o Palácio de Belas Artes para contemplar 65 óleos, mais de cem fotos e uma grande quantidade de cartas da artista.
“Ela é um símbolo do feminismo, da liberdade. Ultrapassou as barreiras de seu tempo, está associada ao desejo de viver”, afirmou a diretora da mostra, Roxana Velásquez.
A exposição do Belas Artes, que ficará aberta ao público até 19 de agosto, reúne obras e documentos cedidos temporariamente por 69 instituições e museus de todo o mundo.
A outra grande mostra, na chamada Casa Azul, onde Frida nasceu e viveu junto com seu grande amor, o muralista Diego Rivera, mostra parte de um vasto tesouro documentário achado há alguns anos e que nunca antes havia sido mostrado ao público.
Dos mais de 22 mil documentos e objetos que Rivera guardou em 30 caixas, as quais ele ordenou que fossem abertas apenas 15 anos após a sua morte, só uma ínfima parte foi parar na exposição.
Uma enorme coleção de fotos, documentos pessoais de Frida e Diego, manuscritos pré-hispânicos e um teatrinho de bonecos com o qual a pintora brincava estão entre os materiais que ficarão expostos na casa-museu de Frida até 30 de setembro.
Nos Estados Unidos, uma mostra com 45 quadros percorrerá em poucos meses o Walker Art Center, em Minneapolis, o MoMA de San Francisco e o Philadelphia Museum of Art.
Já no National Museum of Women in the Arts, em Washington, o centenário do nascimento de Frida vai ser lembrado com a exposição de dez cartas escritas a mão pela pintora, de 25 fotos inéditas, de objetos pessoais e de afrescos de sua vida cotidiana com Rivera e seus amigos.
Em Cuba, 40 artistas plásticos abrirão amanhã, em Havana, a mostra Frida e Diego – Vozes da terra, que, até 24 de novembro, apresentará ao público pinturas, gravuras e fotos da vida e da obra do casal.
O país caribenho completa sua homenagem com dois concursos, uma oficina de criação infantil, simpósios, um ciclo de cinema e a inauguração de um mural coletivo.
Nas Filipinas, o Instituto Cervantes espanhol inicia nesta sexta-feira o ciclo cultural Amamos muito Frida. Homenagem a Frida Kahlo, com projeções cinematográficas e um espetáculo de dança, entre outras atividades que se desenvolverão até final de mês.
Outra iniciativa em torno da artista é a da companhia aérea mexicana Aeroméxico, que em abril batizou dois de seus aviões com os nomes de Frida e Diego e que, em breve, começará a projetar em seus vôos o curta-metragem de sete minutos Frida e Diego, uma travessia. O filme, obra dos cineastas mexicanos Diego López e Gabriel Figueroa, também será exibido na capital mexicana.
Figueroa é também autor do documentário Um retrato de Diego, com imagens inéditas do muralista junto a seus modelos e à mítica atriz Dolores del Río.