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Mostra no Museu Nacional homenageia o criador dos papéis fotográficos Wessel

Arquivo Geral

18/10/2007 0h00

Tem início nesta quinta-feira a exposição do Prêmio Fundação Conrado Wessel de Arte, abrigada  no Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios). A mostra  é dividida nas duas categorias do prêmio: fotografia publicitária, no espaço azul;  e, baseado no tema meio ambiente brasileiro, ensaio fotográfico marcado pela cor verde.

Completa a mostra a fotobiografia de Conrado Wessel, brasileiro fundador da fábrica de papéis fotográficos Wessel. Quinze monitores estarão à disposição dos visitantes, prontos para guiá-los e orientá-los no espaço circular da mostra, composta por cem fotografias.

Realizada desde 2002, esta é a primeira vez que a premiação abre espaço para os ensaios.   “Nós percebemos que a fotografia ensaística tinha grande potencial, mas não era privilegiada”, afirma Rubens Fernandes Júnior, curador da mostra. “Não existe prêmio no Brasil que contemple esses trabalhos”.

Os critérios de seleção do prêmio passam pelos quesitos originalidade, qualidade técnica e, na categoria meio ambiente, a dupla:  pertinência temática e olhar crítico. “Não é uma seleção só de trabalhos que embelezam o País, mas daqueles que carregam crítica e  que possuem densidade política e estética”, pontua o curador.

Verde
Exemplo são os trabalhos que o visitante deslumbra logo no início da mostra.  O Chão de Graciliano, de Tiago Santana – ganhador na categoria meio ambiente –, revela um olhar em preto-e-branco do sertão brasileiro.  Com uma temática  urbana, há   Numa Janela do Edifício Prestes Maia 911, de Julio Bittencourt, que ficou em segundo lugar. O ensaio tem foco na relação homem–meio ambiente.

A fotografia documental clássica – que privilegia a exuberância da natureza – manteve seu lugar garantido na seção dos ensaios. É o que mostra a seqüência de fotos Atol das Rocas, de Luciano Candisani, que destaca a beleza do litoral nordestino.

Nas paredes da exposição ficam impressas as atuais tendências seguidas pela fotografia documental: o olhar assimétrico e instigante. “A fotografia ensaística não é decodificada com facilidade. Ela convida o leitor para a reflexão”, avalia Fernandes Júnior. “Ela revela um olhar sofisticado e reforça a tendência de trabalhos coletivos”, completa. Reflexo  dessa produção em grupo é o  coletivo mineiro do trio Pedro Motta, Pedro David e João Castilho,   cujo trabalho  – Paisagem Submersa  –  pode ser conferido na exposição.

Abre a ala azul da mostra a fotografia ganhadora da categoria publicitária  Tim: Viver Sem Fronteiras, de Gustavo Rodrigues Lacerda. Na seqüência, há Abraço, em preto-e-branco, segunda colocada, de Ricardo Falcão de Vicq de Cumptich.

“O que vemos da fotografia publicitária atual é a predominância de softwares de edição de imagens”, destaca Fernandes Júnior. “Sua função no mercado publicitário é agilizar processos, e, geralmente, confere maior qualidade visual a foto”, afirma.

Prêmio FCW de Arte – Mostra fotográfica dos  finalistas do Prêmio da Fundação Conrado Wessel. Visitação até 8 de novembro, de terça a domingo, das 9h às 18h30, no Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios) Entrada franca. Informações: 3325-5220.

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