O ator e diretor francês Jean-Claude Brialy, um dos representantes da Nouvelle Vague e também uma personalidade do teatro e da sociedade de Paris, morreu aos 74 anos.
Intérprete de mais de 100 filmes ao longo de uma carreira de quatro décadas, Brialy morreu quarta-feira, em casa, após uma longa doença.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, expressou “imensa tristeza” pela morte do ator, que chamou de “sentinela da noite, da festa e da poesia”. Para ele, Brialy “uniu o cinema de autor e o cinema popular”.
O artista, nascido na Argélia e filho de um militar, despontou para a fama com Nas Garras do Vício (1958) e Os Primos (1959), dois filmes de Claude Chabrol.
Elegante, sedutor e mundano, Brialy foi uma das encarnações da Nouvelle Vague com seus papéis em Uma Mulher É uma Mulher (1961), de Jean-Luc Godard, Os Incompreendidos (1959) e A Noiva Estava de Preto (1967) de François Truffaut, e ainda O Joelho de Claire (1970), de Eric Rohmer.
O ator, que chegou a Paris em 1954, teve seu primeiro papel num longa-metragem dois anos depois, em Helena e os Homens, de Jean Renoir. Também trabalhou para Louis Malle, em Ascensor para o cadafalso (1957) e Os Amantes (1958).
Em sua filmografia se destacam também sucessos como A Rainha Margot, de Patrice Chéreau (1994).
Ganhador de dois prêmios Cesar, Brialy passou para o outro lado da câmera em 1971 com Eglantine, um filme evocando suas lembranças de infância. Também dirigiu Un bon petit diable (1983), entre outros.
Brialy, cuja carreira também registrou sucessos na televisão e no palco, era o proprietário do teatro Les Bouffes e escreveu vários livros.