Morreu hoje em São Paulo, aos 74 anos, o maestro, músico e compositor fluminense Rogério Duprat, participante do movimento “Tropicália”. Ele estava internado desde o dia 10 e morreu por complicações decorrentes de um câncer na bexiga. O músico já havia sofrido vários acidentes vasculares e apresentava sinais de Alzheimer.
O local do velório, que deve ocorrer ainda hoje, será a Vila Alpina. O corpo do compositor deverá ser cremado amanhã.
Tendo integrado a Orquestra Sinfônica de São Paulo, o maestro tocou cavaco, violão e gaita de boca e se tornou, em 1955, um dos destaques da Orquestra Sinfônica Municipal. Viajou para a Europa com o maestro Julio Medaglia e estudou com o maestro Karlheinz Stockhausen – um dos criadores da música eletrônica. Um de seus colegas de classe foi Frank Zappa.
O músico gravou o famoso disco “Tropicália”, ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Gal Costa, Os Mutantes, Nara Leão e Torquato Neto, lançando o movimento tropicalista.
Duprat ainda fez arranjos para canções de Chico Buarque (“Construção/Deus Lhe Pague”), Jorge Ben Jor (“Descobri que Sou um Anjo”) e trabalhou em vários discos dos Mutantes.
Duprat foi também o autor de diversas trilhas sonoras, entre as quais as dos filmes "A ilha" e "Noite vazia", de Walter Hugo Khouri.
Após sofrer problemas de audição, Rogério Duprat voltou ao trabalho na década de 90, compondo arranjos para discos de Lulu Santos e Rita Lee.