Morreu ontem em Isle-sur-la-Sorgue, na região de Avignon, na França, Henri Cartier-Bresson, um dos grandes mestres da fotografia do século 20. Ele estava com 95 anos de idade, e iria completar 96 no dia 22 deste mês. “Há vários dias que ele já não se alimentava”, revelou às agências internacionais uma fonte ligada à família do fotógrafo. “Se debilitava lentamente”.
Mais do que um fotógrafo, Cartier-Bresson, que nasceu em Paris, era reverenciado como grande artista. Era filho de um industrial e, com o tempo, foi se impondo com seu estilo intimista personalíssimo, que o transformou no mestre indiscutível da escola francesa de fotografia.
Sempre em sintonia com o objeto de suas fotos, apesar da composição rigorosa sobrepor a emoção, Cartier-Bresson também trabalhou como repórter fotográfico durante muito tempo, e fundou em 1947, ao lado de Robert Capa e outros profissionais, a agência de fotos Magnum.
A carreira propriamente dita começou em 1931, depois que ele se formou em Pintura e Filosofia na Universidade de Cambridge. Influenciado pelo surrealismo, conseguiu suas melhores fotos entre 1932 e 1934.
Em 1935, partiu para o México e para Nova York, onde permaneceu por um ano, deixando de fotografar nesse período. Nos Estados Unidos, fez filmes com Paul Strand.