O cineasta francês Eric Rohmer morreu hoje em Paris, aos 89 anos, por razões ainda não divulgadas.
Nascido em Nancy, no noroeste da França, Jean-Marie Maurice Scherer – como realmente se chamava – era roteirista e cineasta e entrou para história por ser um dos criadores da chamada Nouvelle Vague.
Estreou na grande tela em 1959 com o longa-metragem “O Signo do Leão” e se aposentou em 2007 com “Os Amores de Astrée e Celadon”, filme que ele mesmo apresentou no Festival de Veneza de então.
Considerado um dos autores mais pessoais e criativos do cinema, Rohmer foi um dos expoentes da Nouvelle Vague junto a Claude Chabrol, Jean-Luc Goddard e François Truffaut.
A busca de realismo e a conduta humana caracterizaram seus trabalhos, de grande intimismo, frescor e simplicidade narrativa e técnica.
Em suas obras, prevalece o plano geral que permite ao espectador refletir junto aos próprios personagens durante o desenvolvimento natural da trama, envolvida quase sempre em relações pessoais e no amor.
Formado em Literatura e Filosofia, foi professor, jornalista e crítico de cinema antes de começar a filmar.
Em sua filmografia, que conta com mais de 30 trabalhos, aparecem longas como “A Colecionadora” (1967), “Minha Noite com Ela” (1969), “Noites de Lua Cheia” (1984), “O Joelho de Claire” (1970) e “O Raio Verde (1986)
Eric Rohmer recebeu, entre outros prêmios, o Max Ophuls (1970), o Louis Delluc (1971), o de melhor filme do Festival de San Sebastián (1971), o Mélies (1971), o Grande Prêmio Nacional de Cinema (1977), o Leão de Ouro de Veneza (1986), o Prêmio da Crítica Internacional (1986) e o Leão de Ouro de Veneza pelo conjunto da obra (2001).