A mostra que o Moma, museu de arte moderna de Nova York, dedica a partir de quinta-feira (16) à produção cinematrográfica do Brasil traz 19 longas e três curtas rodados no país, entre eles o documentário Moscou, de Eduardo Coutinho.
O cineasta, um dos documentalistas mais importantes da atualidade, ganhou uma retrospectiva na Première Brazil, cuja sétima edição termina no próximo dia 3.
“Eduardo Coutinho é o mestre do documentário brasileiro”, anunciou o Moma na divulgação da mostra.
O novo filme do diretor, que o museu diz ser dono de um “estilo formalmente distinto e inovador”, vai ter sua estreia mundial no evento, em 20 de julho.
Na produção, que mostra a companhia de teatro Galpão ensaiando Três irmãs, de Anton Chekov, Coutinho volta a “investigar a tênue linha que divide a realidade da ficção”, o tema preferido do documentalista,
Além de Moscou e das obras mais cochecidas de Coutinho, a mostra do Moma exibirá Cabra Marcado para Morrer (1964-84), Jogo de Cena (2008), Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado (2008) e Morrinho: Deus sabe de Tudo mas Não é X9 (2008), entre outros títulos.
Outra produção com exibição garantida é Beyond Ipanema: Brazilian Waves in Global Music (2009), dos cineastas Guto Barra e Béco Dranoff, que vai ter sua estreia mundial nesta sexta-feira.
A mostra abre com o estreia nos Estados Unidos de Última Parada 174 (2008), de Bruno Barreto.
Para a edição deste ano, o Moma programou uma série de apresentações musicais noturnas no jardim do museu. Alguns dos convidados são Adriana Calcanhotto, Davi Vieira e Romero Lubambo.